No sábado (1º/08/2026), Kiko Celeguim, presidente do PT-SP, reagiu às críticas de Ricardo Nunes, chamando-o de 'moleque'. Celeguim lembrou que Nunes fez parte da base de Haddad e o acusou de agir para agradar Flávio Bolsonaro.
No último sábado, 1º de agosto de 2026, o presidente do PT de São Paulo e coordenador-geral da campanha de Fernando Haddad, deputado Kiko Celeguim, reagiu às críticas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) direcionadas a Haddad. Em declarações contundentes, Celeguim descreveu Nunes como um “moleque”.
O dirigente petista recordou que Nunes, quando atuava como vereador, fazia parte da base de apoio a Haddad na Câmara Municipal. “O prefeito da maior cidade do país se comporta como um moleque para agradar o seu mentor, Flávio Bolsonaro, e se esquece do passado, quando ele foi líder do Governo Haddad”, afirmou.
É importante ressaltar que Nunes não foi líder da administração de Haddad. O ex-ministro da Fazenda foi eleito prefeito de São Paulo em 2012 e exerceu o cargo de 2013 a 2016. No primeiro turno, Haddad obteve quase 2 pontos percentuais de diferença em relação a José Serra (PSDB), totalizando pouco mais de 108.532 votos. No segundo turno, venceu com 55,57% dos votos, enquanto Serra obteve 44,43%. Após tentar a reeleição, Haddad foi derrotado no primeiro turno por João Doria, que na época estava no PSDB, com 53,29% dos votos válidos contra 16,70% de Haddad.
As declarações de Celeguim foram uma resposta ao discurso de Nunes durante a Convenção do Republicanos, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi oficializado como candidato à reeleição. Nunes criticou Haddad, chamando-o de “o pior ministro da Fazenda” e alegando que “só serviu para ajudar o Paraguai”. Além disso, fez críticas à gestão do petista na Prefeitura de São Paulo e proferiu ofensas.
“Não podemos ter aqui um governador incompetente, que não cuidou da atenção básica, da saúde da mulher, das crianças, da cidade. Um professorzinho de nariz empinado, incompetente e sem vergonha. Vamos dar um coro nesse cara”, declarou Nunes.
Nunes repetiu uma afirmação feita por Tarcísio em 1º de junho, quando o governador chamou Haddad de “melhor ministro da Fazenda” do Paraguai. Haddad respondeu a essa declaração dias depois, alegando que as empresas brasileiras migraram para o país vizinho durante o governo Bolsonaro.
Na mesma data, o PT de São Paulo emitiu um texto que contestou as declarações de Nunes. Celeguim se referiu ao prefeito como “prefeitinho” e destacou a falta de respeito aos professores na gestão do emedebista.
“É sintomático ouvir Ricardo Nunes se referir a Fernando Haddad como ‘professorzinho’ na tentativa de ofendê-lo. O desprezo e o deboche com que o prefeito de São Paulo e aliado do governador candidato à reeleição trata os professores do nosso Estado, revela muito da forma como esse governo tratou a educação neste mandato: completo desrespeito às condições de trabalho e pela valorização desses profissionais.”
Celeguim ainda afirmou que a falta de atenção à educação impacta negativamente na inclusão dos alunos e na qualidade dos futuros profissionais, ressaltando que São Paulo já perdeu posições em rankings nacionais de educação durante o atual governo.
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