Professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China diz que o arsenal nuclear impede a escalada de conflitos regionais para uma guerra global. Ele citou a tensão entre EUA e Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
Os armamentos nucleares são considerados os principais elementos que contêm a transformação de conflitos regionais em guerras mundiais. Essa análise é de um professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China, que destacou a importância do fator nuclear na dinâmica de conflitos internacionais.
“Esse elemento nuclear, em minha opinião, ainda é o grande impedimento de que isso [conflitos] se transforme em algo muito maior”, disse.
A guerra mais recente, que envolve os Estados Unidos e o Irã, começou no dia 28 de fevereiro e, mesmo após breves pausas, continua a marcar a situação no Oriente Médio. Desde o início do conflito, ele se espalhou pela região, com países como a Jordânia e Omã sendo alvos de mísseis iranianos em retaliação.
Na última semana, o cenário se intensificou. Pela primeira vez, a Arábia Saudita coordenou ataques em conjunto com os americanos, visando uma milícia aliada de Teerã em um país vizinho, o Iraque. Além disso, um ataque ainda sem responsáveis claros atingiu navios no Egito, aumentando as tensões na área.
“Temos uma expansão nisso”, afirmou o especialista.
Em outro incidente, armamentos ucranianos atingiram um navio iraniano no Mar Cáspio, que transportava uma carga de ferro, segundo informações de Teerã. Esse evento gerou discussões sobre uma possível interligação entre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, mas ambos os países envolvidos prometeram reduzir as tensões.
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia também tem afetado países vizinhos. Recentemente, a Polônia relatou que um míssil russo atingiu um campo em seu território. Além disso, um drone russo atacou um prédio na Romênia, em maio deste ano, enquanto Bucareste enfrenta constantes incursões das forças russas em seu espaço aéreo.
“Temos a Ucrânia ali, acho que com 20 países envolvidos, levando em conta todo o apoio que ela tem tido nesse processo todo”, comentou o professor.
Ele também destacou que a Rússia evita o uso de armas nucleares por temores de represálias. “A Rússia até hoje não utilizou o elemento nuclear, e poderia ter feito, porque tem medo de uma retaliação dos Estados Unidos e da China”, afirmou.
Atualmente, a Rússia detém o maior estoque de ogivas nucleares, com 5.459 unidades, seguida pelos Estados Unidos, que possuem 5.277. China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte também estão entre os países com armas nucleares.
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