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Economia

Empresários e especialistas defendem fim da escala 6×1 em BH

Evento Eloos em Belo Horizonte discute produtividade e novo pacto de trabalho.

03/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h23
Empresários e especialistas defendem fim da escala 6×1 em BH

Na quinta edição do Eloos, em Belo Horizonte, empresários e especialistas debateram um novo pacto trabalhista para indústria e serviços. O evento, da Itatiaia com a CNN Brasil, destacou proposta de acabar com a escala 6×1.

A quinta edição do evento Eloos, realizada nesta segunda-feira (3) em Belo Horizonte, reuniu empresários, advogados e políticos para discutir o fortalecimento da indústria brasileira, com foco no fim da escala 6 x 1.

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O painel intitulado “Escala e escassez: o novo pacto do trabalho na indústria e nos serviços” abordou a proposta de mudança nas jornadas de trabalho. O evento é uma parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil.

Entre os participantes, estavam Cássia Marize Hatem Guimarães, secretária-geral adjunta da OAB-MG e presidente da Amat (Associação Mineira da Advocacia Trabalhista); Raphael Lafetá, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais); o prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD); e Bruno Ligório, presidente do Sicepot-MG (Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais).

Bruno Ligório afirmou que a melhora econômica do país depende diretamente de mais produtividade e que mudanças legislativas isoladas não são suficientes para gerar riqueza.

Ligório ressaltou que o debate sobre a jornada de trabalho deve ser ampliado, considerando também o Custo Brasil e os investimentos em infraestrutura. Ele destacou: “Precisamos colocar na mesa os reais problemas do país e do Estado para pensar no longo prazo e sair do discurso populista de curto prazo. Não existe aumento de riqueza sem aumento de produtividade, e é uma ilusão achar que canetada ou alteração constitucional vai fazer o país prosperar se não se cria um ambiente para isso.”

O prefeito Ricardo Faria, por sua vez, opinou que a alta informalidade no país estaria relacionada ao custo da mão de obra. Ele considera “um desaforo” para os empresários serem tributados na folha de pagamento.

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Faria enfatizou: “Pagar imposto para gerar mão de obra é inadmissível. Se a gente não modernizar, não tiver mais espaço para o empresário conversar com o trabalhador, vamos criar cada vez mais informalidades nessa relação.”

Além disso, ele mencionou que o impacto financeiro na cidade de Contagem com o fim da escala 6×1 seria entre R$ 6 milhões a R$ 9 milhões por ano. “Precisamos ter responsabilidade, todo mundo quer ter qualidade de vida e melhores remunerações, mas isso precisa ser discutido de maneira responsável, precisa ser um debate maduro”, afirmou.

Cássia, da Amat, destacou que a discussão é ampla e envolve não apenas a jornada, mas também as metas de funcionários.

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Ela citou o setor bancário como exemplo, onde a carga horária é de seis horas por dia, cinco dias na semana, e que enfrenta altos índices de adoecimento entre os trabalhadores. “O novo pacto de trabalho tem que ser construído junto, ouvir o trabalhador e a empresa porque são as partes que podem negociar e conhecem o chão de fábrica”, concluiu.

O painel também contou com a visão de Lafetá, que mencionou que, caso a escala 6×1 fosse abolida, o estado precisaria de 270 mil trabalhadores adicionais para manter o nível de produção atual na construção civil. Segundo ele, a discussão não deve se limitar à escala, mas abranger toda a estrutura produtiva e burocrática do país.

O evento Eloos ainda apresentou uma programação dividida em três painéis, que abordaram a competitividade brasileira no comércio internacional, os novos pactos de trabalho e a diversificação industrial em Minas Gerais.

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A quinta edição do evento Eloos, realizada nesta segunda-feira (3) em Belo Horizonte, reuniu empresários, advogados e políticos para discutir o fortalecimento da indústria brasileira, com foco no fim da escala 6 x 1.

O painel intitulado “Escala e escassez: o novo pacto do trabalho na indústria e nos serviços” abordou a proposta de mudança nas jornadas de trabalho. O evento é uma parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil.

Entre os participantes, estavam Cássia Marize Hatem Guimarães, secretária-geral adjunta da OAB-MG e presidente da Amat (Associação Mineira da Advocacia Trabalhista); Raphael Lafetá, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais); o prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD); e Bruno Ligório, presidente do Sicepot-MG (Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais).

Bruno Ligório afirmou que a melhora econômica do país depende diretamente de mais produtividade e que mudanças legislativas isoladas não são suficientes para gerar riqueza.

Ligório ressaltou que o debate sobre a jornada de trabalho deve ser ampliado, considerando também o Custo Brasil e os investimentos em infraestrutura. Ele destacou: “Precisamos colocar na mesa os reais problemas do país e do Estado para pensar no longo prazo e sair do discurso populista de curto prazo. Não existe aumento de riqueza sem aumento de produtividade, e é uma ilusão achar que canetada ou alteração constitucional vai fazer o país prosperar se não se cria um ambiente para isso.”

O prefeito Ricardo Faria, por sua vez, opinou que a alta informalidade no país estaria relacionada ao custo da mão de obra. Ele considera “um desaforo” para os empresários serem tributados na folha de pagamento.

Faria enfatizou: “Pagar imposto para gerar mão de obra é inadmissível. Se a gente não modernizar, não tiver mais espaço para o empresário conversar com o trabalhador, vamos criar cada vez mais informalidades nessa relação.”

Além disso, ele mencionou que o impacto financeiro na cidade de Contagem com o fim da escala 6×1 seria entre R$ 6 milhões a R$ 9 milhões por ano. “Precisamos ter responsabilidade, todo mundo quer ter qualidade de vida e melhores remunerações, mas isso precisa ser discutido de maneira responsável, precisa ser um debate maduro”, afirmou.

Cássia, da Amat, destacou que a discussão é ampla e envolve não apenas a jornada, mas também as metas de funcionários.

Ela citou o setor bancário como exemplo, onde a carga horária é de seis horas por dia, cinco dias na semana, e que enfrenta altos índices de adoecimento entre os trabalhadores. “O novo pacto de trabalho tem que ser construído junto, ouvir o trabalhador e a empresa porque são as partes que podem negociar e conhecem o chão de fábrica”, concluiu.

O painel também contou com a visão de Lafetá, que mencionou que, caso a escala 6×1 fosse abolida, o estado precisaria de 270 mil trabalhadores adicionais para manter o nível de produção atual na construção civil. Segundo ele, a discussão não deve se limitar à escala, mas abranger toda a estrutura produtiva e burocrática do país.

O evento Eloos ainda apresentou uma programação dividida em três painéis, que abordaram a competitividade brasileira no comércio internacional, os novos pactos de trabalho e a diversificação industrial em Minas Gerais.

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