O Marrocos manteve até 31/12/2026 a suspensão de tarifas sobre carnes e ovinos vivos. O Brasil foi principal beneficiário: exportou US$213,5 mi em bovinos vivos em 2025 (46,7%).
O governo do Marrocos decidiu ampliar a suspensão das tarifas de importação sobre carnes bovina, ovina, caprina e camelídea, além de ovinos vivos, para todos os países autorizados a exportar para a nação africana até 31 de dezembro de 2026. Esta medida já beneficiava o Brasil, um dos principais fornecedores de bovinos vivos ao mercado marroquino.
Em 2025, o Brasil exportou US$ 213,5 milhões em bovinos vivos para o Marrocos, um aumento significativo em relação aos US$ 41 milhões do ano anterior. O país respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. No primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos se destacou como o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão das tarifas entrou em vigor em 27 de julho e foi oficializada pelo governo marroquino na mesma época. Esta decisão visa aumentar a oferta de carnes vermelhas no mercado interno do Marrocos, que enfrenta desafios devido à diminuição de seu rebanho bovino, que caiu cerca de 30% em 2025 devido à seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.
Vale destacar que as miudezas de bovinos, ovinos, caprinos e camelídeos não foram incluídas na medida e continuam sujeitas à tarifa de importação de 30%. O Marrocos já adotava um regime diferenciado para a compra de bovinos vivos destinados ao abate. Desde o final de 2022, esses animais podem entrar no país sem o pagamento da tarifa de importação, desde que respeitado o contingente anual estipulado pelo governo marroquino. Para o ano de 2026, o limite é de 300 mil cabeças.
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