Dados preliminares da Safras & Mercado mostram 2,98 milhões de bovinos abatidos em julho, ante 3,81 milhões em 2025. A consultoria atribui a queda à menor oferta de animais e à maior ociosidade dos frigoríficos.
O abate de bovinos no Brasil recuou 21,6% em julho de 2026 em comparação ao mesmo mês de 2025. Essa queda reflete a menor disponibilidade de animais para processamento, além do aumento da ociosidade nas indústrias frigoríficas. Os dados, que são preliminares, foram divulgados nesta sexta-feira (7) pela Safras & Mercado.
Segundo as informações da consultoria, que considera os serviços de inspeção federal, estadual e municipal, cerca de 2,98 milhões de bovinos foram abatidos no mês de julho, em contraste com os 3,81 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Em relação ao abate de fêmeas, os dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) indicam que aproximadamente 760,6 mil vacas e novilhas foram abatidas em julho, representando uma queda de 32% em relação ao total de 1,12 milhão de cabeças abatidas em julho de 2025. Este foi o menor volume de abate desde dezembro de 2024.
No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, o abate de fêmeas sob inspeção federal totalizou 6,69 milhões de cabeças, apresentando uma redução de 9,6% na comparação anual.
Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, destacou que a menor oferta de gado no mês de julho foi o principal fator para a alta dos preços do boi gordo, mesmo em um cenário de declínio nas exportações. Para agosto, a expectativa da consultoria é de que o número de animais abatidos continue abaixo do registrado em agosto de 2025, embora possa apresentar alguma recuperação em relação a julho deste ano.
Esses dados evidenciam a situação atual da pecuária brasileira, que enfrenta desafios, mas também oportunidades de recuperação no mercado, dependendo da dinâmica de oferta e demanda nas próximas semanas.
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