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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Vendas brasileiras aos EUA recuam 12,2% e somam US$ 21 bilhões

Exportações brasileiras para os EUA caem 12,2% em 2026, totalizando US$ 21 bilhões.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h03
Vendas brasileiras aos EUA recuam 12,2% e somam US$ 21 bilhões

Dados da Amcham Brasil (Comexstat) mostram recuo de US$ 2,9 bi frente a 2025. Entre jan–jul de 2026 as vendas ao mercado dos EUA foram as menores em três anos, com queda de 12,2%.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,2% entre janeiro e julho de 2026, totalizando US$ 21 bilhões, conforme levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil). Esse resultado representa uma diminuição de aproximadamente US$ 2,9 bilhões em relação ao mesmo período de 2025 e leva as vendas brasileiras ao mercado norte-americano ao menor nível dos últimos três anos.

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Os dados fazem parte da nova edição do Monitor do Comércio Brasil – Estados Unidos, elaborado pela Amcham Brasil com base nas informações de julho do Comexstat. A retração foi mais acentuada entre os produtos submetidos às sobretaxas mais elevadas, atualmente entre 25% e 37,5%, em comparação a tarifas que chegaram a 50%. As exportações desses itens caíram 31,5% no acumulado do ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões, resultando em uma redução de US$ 1,4 bilhão.

“Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, afirmou o presidente da Amcham Brasil.

Somente em julho, as exportações brasileiras aos Estados Unidos totalizaram US$ 3,6 bilhões, marcando uma queda de 5% na comparação anual. Esse resultado interrompeu a recuperação observada em junho, quando as vendas ao país haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, quando as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas. Para os produtos submetidos às maiores sobretaxas, a queda em julho foi ainda mais expressiva, alcançando 25,7%.

Por outro lado, as exportações de produtos afetados pela Seção 232 cresceram 21,5%, impulsionadas principalmente pelas vendas de produtos de aço e alumínio. Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano, destacam-se sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granitos, torneiras e sucos de frutas. Ademais, produtos sujeitos à Seção 232, como semimanufaturados de ferro e aço, também continuam em retração.

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No lado das importações, julho trouxe uma mudança de trajetória. Após sete meses consecutivos de queda, as compras brasileiras de produtos norte-americanos cresceram 0,6%, totalizando US$ 4,3 bilhões. Com as exportações em queda e as importações praticamente estáveis, o Brasil registrou um déficit de US$ 639 milhões no comércio com os Estados Unidos em julho, somando um saldo negativo de US$ 2,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho, o que representa um aumento de 122,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados. Enquanto as vendas ao mercado norte-americano recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais do Brasil cresceram 10,5% no período. Mesmo com a retração, os Estados Unidos permanecem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

Entre os dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no acumulado do ano, quatro apresentaram queda nas vendas ao mercado norte-americano, ao mesmo tempo em que registraram crescimento das exportações para o restante do mundo. Exemplos incluem o petróleo bruto, cujas vendas aos Estados Unidos recuaram 25,5%, semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, ferro-gusa, que caiu 7,9%, e celulose, com retração de 5,3%.

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O levantamento ainda aponta impacto significativo entre os produtos sujeitos às sobretaxas. Dos dez principais itens desse grupo exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, cinco registraram queda nas vendas no acumulado do ano.

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Dados da Amcham Brasil (Comexstat) mostram recuo de US$ 2,9 bi frente a 2025. Entre jan–jul de 2026 as vendas ao mercado dos EUA foram as menores em três anos, com queda de 12,2%.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,2% entre janeiro e julho de 2026, totalizando US$ 21 bilhões, conforme levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil). Esse resultado representa uma diminuição de aproximadamente US$ 2,9 bilhões em relação ao mesmo período de 2025 e leva as vendas brasileiras ao mercado norte-americano ao menor nível dos últimos três anos.

Os dados fazem parte da nova edição do Monitor do Comércio Brasil – Estados Unidos, elaborado pela Amcham Brasil com base nas informações de julho do Comexstat. A retração foi mais acentuada entre os produtos submetidos às sobretaxas mais elevadas, atualmente entre 25% e 37,5%, em comparação a tarifas que chegaram a 50%. As exportações desses itens caíram 31,5% no acumulado do ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões, resultando em uma redução de US$ 1,4 bilhão.

“Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, afirmou o presidente da Amcham Brasil.

Somente em julho, as exportações brasileiras aos Estados Unidos totalizaram US$ 3,6 bilhões, marcando uma queda de 5% na comparação anual. Esse resultado interrompeu a recuperação observada em junho, quando as vendas ao país haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, quando as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas. Para os produtos submetidos às maiores sobretaxas, a queda em julho foi ainda mais expressiva, alcançando 25,7%.

Por outro lado, as exportações de produtos afetados pela Seção 232 cresceram 21,5%, impulsionadas principalmente pelas vendas de produtos de aço e alumínio. Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano, destacam-se sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granitos, torneiras e sucos de frutas. Ademais, produtos sujeitos à Seção 232, como semimanufaturados de ferro e aço, também continuam em retração.

No lado das importações, julho trouxe uma mudança de trajetória. Após sete meses consecutivos de queda, as compras brasileiras de produtos norte-americanos cresceram 0,6%, totalizando US$ 4,3 bilhões. Com as exportações em queda e as importações praticamente estáveis, o Brasil registrou um déficit de US$ 639 milhões no comércio com os Estados Unidos em julho, somando um saldo negativo de US$ 2,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho, o que representa um aumento de 122,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados. Enquanto as vendas ao mercado norte-americano recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais do Brasil cresceram 10,5% no período. Mesmo com a retração, os Estados Unidos permanecem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

Entre os dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no acumulado do ano, quatro apresentaram queda nas vendas ao mercado norte-americano, ao mesmo tempo em que registraram crescimento das exportações para o restante do mundo. Exemplos incluem o petróleo bruto, cujas vendas aos Estados Unidos recuaram 25,5%, semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, ferro-gusa, que caiu 7,9%, e celulose, com retração de 5,3%.

O levantamento ainda aponta impacto significativo entre os produtos sujeitos às sobretaxas. Dos dez principais itens desse grupo exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, cinco registraram queda nas vendas no acumulado do ano.

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