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Mundo

Petróleo sobe após ataques no Oriente Médio e tensão no Estreito de Ormuz

O petróleo fecha em alta devido a tensões no Mar Vermelho e ataques no Oriente Médio.

15/08/2026 · 11h20
Petróleo sobe após ataques no Oriente Médio e tensão no Estreito de Ormuz

O WTI fechou a US$ 82,40 (+1,42%) e o Brent, a US$ 88,52 (+1,67%). A alta foi puxada pela paralisação das conversas entre Estados Unidos e Irã, pelo tráfego limitado no Estreito de Ormuz e pela troca de ataques entre Arábia Saudita e houthis.

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 14 de agosto, ampliando os ganhos da semana. O movimento ocorreu em meio à paralisação das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, à travessia marítima limitada pelo Estreito de Ormuz e à troca de ataques entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen.

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Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro subiu 1,42%, ou US$ 1,15, e encerrou a negociação a US$ 82,40 por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,67%, ou US$ 1,45, fechando a US$ 88,52 o barril.

Na semana, o WTI acumulou alta de 5,4%, enquanto o Brent subiu 5,95%.

Ataques atingem instalações da Aramco

Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas do Iêmen realizaram um ataque bem-sucedido com drone contra instalações da Saudi Aramco em Najran, na Arábia Saudita. Na quinta-feira, a milícia houthi também atingiu uma refinaria da petroleira saudita na cidade de Jizan, segundo a agência Saba.

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A petroleira estatal saudita não se manifestou sobre os ataques em seu canal de informações aos investidores. Os episódios ocorrem enquanto estão travadas as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Autoridades americanas afirmaram que continuarão a exercer pressão econômica contra o Irã, com promessas de ações “nunca antes vistas” feitas pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também ameaçou manter um bloqueio marítimo indefinido aos portos iranianos. Na quinta-feira, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações da estatal Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o analista do MUFG Soojin Kim, a ausência de um acordo duradouro sobre o estreito e a continuidade das ameaças, tanto ali quanto no Mar Vermelho, devem manter um “prêmio geopolítico significativo embutido nos preços do petróleo”. Enquanto isso, a Turquia e aliados regionais intensificam a pressão sobre os Estados Unidos para conter as ações militares de Israel no Oriente Médio.

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Na guerra da Ucrânia, a Rússia suspendeu as exportações de petróleo bruto do terminal Sheskharis, no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, após ataques de drones de Kiev. A ONU informou que a Ucrânia registrou em julho o mês mais mortal desde o início do conflito, com pelo menos 437 civis mortos e 2.610 feridos.

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O WTI fechou a US$ 82,40 (+1,42%) e o Brent, a US$ 88,52 (+1,67%). A alta foi puxada pela paralisação das conversas entre Estados Unidos e Irã, pelo tráfego limitado no Estreito de Ormuz e pela troca de ataques entre Arábia Saudita e houthis.

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 14 de agosto, ampliando os ganhos da semana. O movimento ocorreu em meio à paralisação das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, à travessia marítima limitada pelo Estreito de Ormuz e à troca de ataques entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro subiu 1,42%, ou US$ 1,15, e encerrou a negociação a US$ 82,40 por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,67%, ou US$ 1,45, fechando a US$ 88,52 o barril.

Na semana, o WTI acumulou alta de 5,4%, enquanto o Brent subiu 5,95%.

Ataques atingem instalações da Aramco

Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas do Iêmen realizaram um ataque bem-sucedido com drone contra instalações da Saudi Aramco em Najran, na Arábia Saudita. Na quinta-feira, a milícia houthi também atingiu uma refinaria da petroleira saudita na cidade de Jizan, segundo a agência Saba.

A petroleira estatal saudita não se manifestou sobre os ataques em seu canal de informações aos investidores. Os episódios ocorrem enquanto estão travadas as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Autoridades americanas afirmaram que continuarão a exercer pressão econômica contra o Irã, com promessas de ações “nunca antes vistas” feitas pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também ameaçou manter um bloqueio marítimo indefinido aos portos iranianos. Na quinta-feira, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações da estatal Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o analista do MUFG Soojin Kim, a ausência de um acordo duradouro sobre o estreito e a continuidade das ameaças, tanto ali quanto no Mar Vermelho, devem manter um “prêmio geopolítico significativo embutido nos preços do petróleo”. Enquanto isso, a Turquia e aliados regionais intensificam a pressão sobre os Estados Unidos para conter as ações militares de Israel no Oriente Médio.

Na guerra da Ucrânia, a Rússia suspendeu as exportações de petróleo bruto do terminal Sheskharis, no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, após ataques de drones de Kiev. A ONU informou que a Ucrânia registrou em julho o mês mais mortal desde o início do conflito, com pelo menos 437 civis mortos e 2.610 feridos.

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