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Mundo

EUA: China usa 40 países para triangular bens e reduzir receitas

Relatório da Casa Branca aponta que a China perde até US$ 26 bi com triangulação comercial.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h16
EUA: China usa 40 países para triangular bens e reduzir receitas

Relatório da Casa Branca afirma que a China triangularia exportações para driblar tarifas dos EUA. Estratégia pode causar perda anual de US$ 19 a 26 bilhões em receitas, segundo estimativa.

A Casa Branca, durante a administração de Donald Trump, divulgou um relatório na quinta-feira que aponta que a China está realizando operações de triangulação comercial para evitar tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo as estimativas, essa prática resultaria em perdas de receita tributária que podem variar de US$ 19 bilhões a US$ 26 bilhões anualmente.

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Peter Navarro, conselheiro de comércio da Casa Branca, afirmou em uma teleconferência que a China estaria utilizando mais de 40 países para “lavar” suas exportações. Ele destacou que as preocupações levantadas no relatório estão mais relacionadas a nações que permitem a evasão de tarifas do que à própria China.

O relatório é publicado em um momento em que está programada uma visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, marcada para setembro. Durante sua visita a Pequim em maio, Trump se referiu a Xi de maneira elogiosa, o que destaca a complexidade das relações comerciais entre as duas potências.

Apesar do governo chinês descrever seu relacionamento com os EUA como de “estabilidade estratégica”, suas políticas de apoio às exportações de bens manufaturados têm impactado negativamente setores como o automotivo, de metais e eletrônicos na América, Europa, Japão e em outras regiões do mundo.

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Navarro também mencionou que países como a Índia têm se envolvido em práticas de transbordo para evitar novas tarifas. Ele acrescentou que novos acordos comerciais que estão sendo perseguidos pela administração Trump incluirão disposições que penalizarão parceiros comerciais que participem dessa prática.

O relatório apresenta uma gama de estimativas sobre a magnitude do transbordo para evitar tarifas, citando dados de fontes governamentais e do setor privado. As estimativas variam de aproximadamente US$ 34,2 bilhões a US$ 303 bilhões em bens transbordados anualmente, com uma cifra central de US$ 75 bilhões utilizada para calcular as perdas em receita fiscal.

Para enfrentar essa situação, Navarro informou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA iniciou um projeto piloto que utiliza inteligência artificial para identificar e interromper os transbordos. Ele ressaltou que, caso um importador seja flagrado falsificando a origem de um produto, suas importações podem ser tarifadas retroativamente, retrocedendo até um ano.

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Relatório da Casa Branca afirma que a China triangularia exportações para driblar tarifas dos EUA. Estratégia pode causar perda anual de US$ 19 a 26 bilhões em receitas, segundo estimativa.

A Casa Branca, durante a administração de Donald Trump, divulgou um relatório na quinta-feira que aponta que a China está realizando operações de triangulação comercial para evitar tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo as estimativas, essa prática resultaria em perdas de receita tributária que podem variar de US$ 19 bilhões a US$ 26 bilhões anualmente.

Peter Navarro, conselheiro de comércio da Casa Branca, afirmou em uma teleconferência que a China estaria utilizando mais de 40 países para “lavar” suas exportações. Ele destacou que as preocupações levantadas no relatório estão mais relacionadas a nações que permitem a evasão de tarifas do que à própria China.

O relatório é publicado em um momento em que está programada uma visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, marcada para setembro. Durante sua visita a Pequim em maio, Trump se referiu a Xi de maneira elogiosa, o que destaca a complexidade das relações comerciais entre as duas potências.

Apesar do governo chinês descrever seu relacionamento com os EUA como de “estabilidade estratégica”, suas políticas de apoio às exportações de bens manufaturados têm impactado negativamente setores como o automotivo, de metais e eletrônicos na América, Europa, Japão e em outras regiões do mundo.

Navarro também mencionou que países como a Índia têm se envolvido em práticas de transbordo para evitar novas tarifas. Ele acrescentou que novos acordos comerciais que estão sendo perseguidos pela administração Trump incluirão disposições que penalizarão parceiros comerciais que participem dessa prática.

O relatório apresenta uma gama de estimativas sobre a magnitude do transbordo para evitar tarifas, citando dados de fontes governamentais e do setor privado. As estimativas variam de aproximadamente US$ 34,2 bilhões a US$ 303 bilhões em bens transbordados anualmente, com uma cifra central de US$ 75 bilhões utilizada para calcular as perdas em receita fiscal.

Para enfrentar essa situação, Navarro informou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA iniciou um projeto piloto que utiliza inteligência artificial para identificar e interromper os transbordos. Ele ressaltou que, caso um importador seja flagrado falsificando a origem de um produto, suas importações podem ser tarifadas retroativamente, retrocedendo até um ano.

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