A influenciadora Viih Tube enfrentou um contratempo às vésperas de seu casamento: a filha Lua, de 3 anos, foi diagnosticada com piolhos. O caso foi contado nas redes sociais pelo parceiro dela, Eliezer, que relatou a surpresa com humor, mas também com preocupação, ao lembrar o tempo que a influenciadora passou se preparando para a cerimônia.
“A mãe, depois de ficar 24 horas no salão preparando o cabelo para casar, chega em casa para ir ao casamento e descobre que a filha está com piolho. Além de tirar, tem que se proteger para não pegar e correr o risco de casar com piolho.”
Eliezer
A dermatologista Andressa Vargas explica que a infestação por piolhos é bastante comum na infância e não deve ser associada à falta de higiene. O principal sinal é a coceira intensa no couro cabeludo, sobretudo atrás das orelhas e na nuca. O diagnóstico é feito pela identificação de piolhos vivos ou de lêndeas, os ovos aderidos aos fios.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre as cabeças, frequente entre crianças durante brincadeiras. O compartilhamento de objetos como pentes, escovas e bonés também facilita a disseminação. Segundo a médica, os piolhos não pulam nem voam: deslocam-se rastejando.
Como tratar e prevenir
Para lidar com a infestação, a especialista recomenda iniciar o tratamento imediatamente, especialmente quando o diagnóstico ocorre antes de um evento importante, como uma festa ou uma viagem. O tratamento envolve medicamentos tópicos específicos, além do uso do pente fino para auxiliar na remoção dos parasitas e das lêndeas. É importante repetir a aplicação de 7 a 10 dias depois, para garantir a eliminação dos piolhos que tenham eclodido nesse intervalo.
A dermatologista também orienta examinar as pessoas próximas da criança, sobretudo familiares, e tratar quem apresentar sinais de infestação. A desinfecção excessiva da casa não é necessária, mas roupas de cama, toalhas e objetos que tiveram contato recente com a cabeça devem ser lavados, e pentes e escovas, higienizados adequadamente.
Para prevenir novas infestações, a recomendação é evitar o contato direto entre as cabeças e não compartilhar objetos pessoais. Também é indicado verificar periodicamente o couro cabeludo, principalmente quando há casos na escola ou entre pessoas do convívio da criança.
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