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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Agro

Exportações do agronegócio: Mapa mira abertura de 700 mercados

Mapa amplia promoção comercial e projeta abertura de mais de 700 mercados para o agronegócio.

16/08/2026 · 11h58
Exportações do agronegócio: Mapa mira abertura de 700 mercados

A estratégia do governo para ampliar as exportações do agronegócio vai além das negociações sanitárias e inclui promoção comercial e defesa agropecuária. A meta é abrir mais de 700 novos mercados para produtos brasileiros.

Mapa intensifica ações desde 2023

Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou essas ações para reforçar a imagem do Brasil como fornecedor confiável, o que deve resultar na abertura de mais de 700 novos mercados.

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O avanço é usado como bandeira na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano de governo divulgado recentemente destaca a diversificação de mercados como forma de proteger os produtores brasileiros e afirma que, em um eventual quarto mandato, o governo seguirá nesse caminho.

Tecnologia tropical como argumento

“O Brasil tem evoluído muito ao dizer como é que a gente produz. A gente produz diferente. A gente produz com sustentabilidade baseado numa tecnologia tropical”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi.

Segundo o secretário, parte significativa do trabalho envolve explicar a parceiros comerciais que a agricultura brasileira opera em condições diferentes das encontradas em países de clima temperado, especialmente na Europa. Billi destaca que essa diferença exige soluções específicas que nem sempre são compreendidas por reguladores europeus.

“Temos um ambiente diferente, que apresenta problemas diferentes e precisa de soluções diferentes. A Europa, em alguns momentos, parece não compreender que certos regulamentos não serão aplicáveis nas diferentes condições de todos os continentes”, disse. Para ele, o Código Florestal brasileiro é mais rigoroso do que as normas ambientais de outros países, e o secretário questiona se o Brasil poderia exigir que todos cumprissem as mesmas regras.

Presença em 28 feiras internacionais

Além das ações institucionais, o Mapa ampliou a presença em eventos internacionais e participa de 28 feiras neste ano, muitas delas voltadas a nichos específicos do setor. O governo custeia a estrutura dos estandes para que empresas brasileiras apresentem seus produtos diretamente a compradores internacionais.

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“Às vezes são até feiras menores, mas a gente compra o chão da feira. O Brasil paga o estande e as empresas entram na chamada. A pessoa tem que ir lá e apresentar o produto dela”, explicou. A estratégia busca aumentar a participação de pequenas e médias empresas nas vendas externas e complementa o trabalho da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Reputação sanitária e auditorias

Fortalecer a reputação do sistema sanitário brasileiro também integra a estratégia. Billi aponta que um dos principais desafios está nas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

“Muitos países olham o que está aprovado na União Europeia para importar. Então existe um risco reputacional para o Brasil que a gente precisa resolver”, afirmou. Nas próximas semanas, o Brasil receberá auditorias de autoridades sanitárias da União Europeia e da Coreia do Sul, enquanto aguarda o resultado de uma recente inspeção realizada pelo Japão.

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Caravana do AgroExportador no interior

O governo também busca estimular novos exportadores por meio da Caravana do AgroExportador, que percorre estados brasileiros para orientar produtores sobre oportunidades de venda no exterior.

“A gente vai para o interior para falar de como exportar. Tenho uma [caravana] agora no Acre voltada para mandioca e farinha de mandioca. É para gerar uma cultura exportadora”, afirmou Billi. O incentivo à diversificação de empresas exportadoras é visto como forma de ampliar a presença do Brasil no comércio internacional e dar acesso ao mercado externo a pequenos produtores. “Quando a gente vê pequenos produtores exportando através de suas cooperativas, isso mostra que essa estratégia está funcionando”, concluiu.

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A estratégia do governo para ampliar as exportações do agronegócio vai além das negociações sanitárias e inclui promoção comercial e defesa agropecuária. A meta é abrir mais de 700 novos mercados para produtos brasileiros.

Mapa intensifica ações desde 2023

Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou essas ações para reforçar a imagem do Brasil como fornecedor confiável, o que deve resultar na abertura de mais de 700 novos mercados.

O avanço é usado como bandeira na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano de governo divulgado recentemente destaca a diversificação de mercados como forma de proteger os produtores brasileiros e afirma que, em um eventual quarto mandato, o governo seguirá nesse caminho.

Tecnologia tropical como argumento

“O Brasil tem evoluído muito ao dizer como é que a gente produz. A gente produz diferente. A gente produz com sustentabilidade baseado numa tecnologia tropical”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi.

Segundo o secretário, parte significativa do trabalho envolve explicar a parceiros comerciais que a agricultura brasileira opera em condições diferentes das encontradas em países de clima temperado, especialmente na Europa. Billi destaca que essa diferença exige soluções específicas que nem sempre são compreendidas por reguladores europeus.

“Temos um ambiente diferente, que apresenta problemas diferentes e precisa de soluções diferentes. A Europa, em alguns momentos, parece não compreender que certos regulamentos não serão aplicáveis nas diferentes condições de todos os continentes”, disse. Para ele, o Código Florestal brasileiro é mais rigoroso do que as normas ambientais de outros países, e o secretário questiona se o Brasil poderia exigir que todos cumprissem as mesmas regras.

Presença em 28 feiras internacionais

Além das ações institucionais, o Mapa ampliou a presença em eventos internacionais e participa de 28 feiras neste ano, muitas delas voltadas a nichos específicos do setor. O governo custeia a estrutura dos estandes para que empresas brasileiras apresentem seus produtos diretamente a compradores internacionais.

“Às vezes são até feiras menores, mas a gente compra o chão da feira. O Brasil paga o estande e as empresas entram na chamada. A pessoa tem que ir lá e apresentar o produto dela”, explicou. A estratégia busca aumentar a participação de pequenas e médias empresas nas vendas externas e complementa o trabalho da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Reputação sanitária e auditorias

Fortalecer a reputação do sistema sanitário brasileiro também integra a estratégia. Billi aponta que um dos principais desafios está nas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

“Muitos países olham o que está aprovado na União Europeia para importar. Então existe um risco reputacional para o Brasil que a gente precisa resolver”, afirmou. Nas próximas semanas, o Brasil receberá auditorias de autoridades sanitárias da União Europeia e da Coreia do Sul, enquanto aguarda o resultado de uma recente inspeção realizada pelo Japão.

Caravana do AgroExportador no interior

O governo também busca estimular novos exportadores por meio da Caravana do AgroExportador, que percorre estados brasileiros para orientar produtores sobre oportunidades de venda no exterior.

“A gente vai para o interior para falar de como exportar. Tenho uma [caravana] agora no Acre voltada para mandioca e farinha de mandioca. É para gerar uma cultura exportadora”, afirmou Billi. O incentivo à diversificação de empresas exportadoras é visto como forma de ampliar a presença do Brasil no comércio internacional e dar acesso ao mercado externo a pequenos produtores. “Quando a gente vê pequenos produtores exportando através de suas cooperativas, isso mostra que essa estratégia está funcionando”, concluiu.

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