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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Educação

Professores de escolas particulares do Rio entram em greve de 24h por reajuste

Professores de escolas particulares do Rio fizeram greve de 24 horas em 2/9 por reajuste, hora-atividade e equiparação salarial; ato no Largo do Machado.

02/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h16
Professores de escolas particulares do Rio entram em greve de 24h por reajuste

Mais de 1.000 professores de escolas privadas paralisaram as aulas nesta quarta-feira para cobrar melhores condições de trabalho e aumento salarial. A mobilização foi aprovada pelo Sinpro-Rio após negociações sem acordo.

Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro cruzaram os braços nesta quarta-feira (2) em reivindicação por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A mobilização, de 24 horas, foi aprovada em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) no último sábado (29), após rodadas de negociação sem acordo.

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Nesta quarta, os profissionais realizaram um ato público no Largo do Machado, no Catete, na zona sul da cidade. De acordo com o sindicato, participaram da paralisação mais de 1 mil profissionais das redes particulares.

Reivindicações

  • Pagamento da hora-atividade: remuneração da hora-atividade trabalhada fora da sala de aula em atividades pedagógicas;
  • Gratificação por aprimoramento: gratificação pelo aprimoramento acadêmico;
  • Equiparação salarial: equiparação entre profissionais da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio;
  • Reajuste salarial: aumento de ao menos 5,5%.

O diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, afirmou que o salário dos professores está defasado e que a carga de trabalho fora da sala aumentou, especialmente após a pandemia, por conta do ensino virtual, uso de plataformas e adaptação de materiais.

“A gente vem solicitando que o patronato aceite que a gente inclua uma cláusula para remuneração por essa hora-atividade fora de sala de aula, porque o professor tem trabalhado demais sem receber nada”

Em outro trecho de sua fala, o diretor jurídico destacou a rotina intensa e as consequências para a saúde mental de professores.

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“O professor está trabalhando na escala 7 por 0, porque ele trabalha todos os dias, ele tem fichas, tem trabalhos para corrigir, ele tem uma série de coisas para fazer todos os dias, mesmo fora de sala de aula e não tem intervalo”

O mesmo dirigente acrescentou que a quantidade de afastamentos por questões mentais entre docentes tem sido elevada.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) optou por não se manifestar, neste momento, sobre a paralisação e as demandas apresentadas pelos professores.

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A mobilização tem caráter local e concentra-se nas escolas particulares da capital, com a categoria cobrando avanços nas negociações coletivas para regular a remuneração das atividades extraclasse e corrigir defasagens salariais apontadas pela categoria.

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Mais de 1.000 professores de escolas privadas paralisaram as aulas nesta quarta-feira para cobrar melhores condições de trabalho e aumento salarial. A mobilização foi aprovada pelo Sinpro-Rio após negociações sem acordo.

Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro cruzaram os braços nesta quarta-feira (2) em reivindicação por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A mobilização, de 24 horas, foi aprovada em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) no último sábado (29), após rodadas de negociação sem acordo.

Nesta quarta, os profissionais realizaram um ato público no Largo do Machado, no Catete, na zona sul da cidade. De acordo com o sindicato, participaram da paralisação mais de 1 mil profissionais das redes particulares.

Reivindicações

  • Pagamento da hora-atividade: remuneração da hora-atividade trabalhada fora da sala de aula em atividades pedagógicas;
  • Gratificação por aprimoramento: gratificação pelo aprimoramento acadêmico;
  • Equiparação salarial: equiparação entre profissionais da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio;
  • Reajuste salarial: aumento de ao menos 5,5%.

O diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, afirmou que o salário dos professores está defasado e que a carga de trabalho fora da sala aumentou, especialmente após a pandemia, por conta do ensino virtual, uso de plataformas e adaptação de materiais.

“A gente vem solicitando que o patronato aceite que a gente inclua uma cláusula para remuneração por essa hora-atividade fora de sala de aula, porque o professor tem trabalhado demais sem receber nada”

Em outro trecho de sua fala, o diretor jurídico destacou a rotina intensa e as consequências para a saúde mental de professores.

“O professor está trabalhando na escala 7 por 0, porque ele trabalha todos os dias, ele tem fichas, tem trabalhos para corrigir, ele tem uma série de coisas para fazer todos os dias, mesmo fora de sala de aula e não tem intervalo”

O mesmo dirigente acrescentou que a quantidade de afastamentos por questões mentais entre docentes tem sido elevada.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) optou por não se manifestar, neste momento, sobre a paralisação e as demandas apresentadas pelos professores.

A mobilização tem caráter local e concentra-se nas escolas particulares da capital, com a categoria cobrando avanços nas negociações coletivas para regular a remuneração das atividades extraclasse e corrigir defasagens salariais apontadas pela categoria.

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