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Tecnologia

Evite colocar celular no arroz: veja por que piora e o que fazer

O arroz remove só a umidade superficial e o pó pode causar curtos e corrosão. Desligue o aparelho e evite pressionar botões; procure secagem controlada.

04/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h29
Evite colocar celular no arroz: veja por que piora e o que fazer

O arroz só absorve umidade externa e pode transformar-se em pasta que causa curto, oxidação e entupimento de conectores. Veja medidas imediatas e seguras para tentar recuperar um celular molhado.

Seu celular caiu na água? Antes de recorrer ao pote de arroz, pare e leia com atenção: essa prática amplamente difundida pode ser a pior opção para recuperar um aparelho molhado. O arroz ajuda a remover apenas a umidade superficial, mas não tem capacidade de eliminar a água que penetrou em regiões internas do aparelho. Além disso, o pó liberado pelos grãos pode entrar em portas, alto-falantes, microfones e conectores, criando novos riscos.

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O problema aparece quando o pó de arroz se mistura com a água retida dentro do smartphone e forma uma pasta que favorece curtos, oxidação e corrosão dos componentes. Por isso, ao molhar o aparelho a conduta correta envolve desligá‑lo rapidamente, evitar ações que movimentem água nas frestas, entender o que significam as certificações IP67 e IP68 e optar por uma secagem controlada.

A origem do truque do arroz tem lógica limitada: o grão absorve umidade superficial — por isso é usado, por exemplo, em saleiros. Mas essa propriedade não se traduz em capacidade de extrair água que se alojou em placas lógicas e componentes microscópicos. A água que entra por uma porta USB, microfone ou alto‑falante pode alcançar regiões internas inacessíveis aos grãos.

Em entrevista, Valter Klein Junior, engenheiro eletricista, mestre em Engenharia Elétrica e professor do curso de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) explica:

“O arroz consegue absorver a umidade superficial do aparelho. No entanto, ele não tem capacidade de sucção para puxar a água que já se alojou profundamente nos componentes internos”.

Outra consequência é a entrada de pequenas partículas de pó nas aberturas do telefone. Em portas e conectores — regiões com contatos elétricos e folgas muito pequenas — essas partículas aliadas à umidade podem permanecer por bastante tempo e provocar problemas que vão além da sujeira visível.

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O pó de arroz é composto principalmente por amido. Quando esse amido entra em contato com a água retida no interior do celular, forma uma espécie de pasta. Segundo a explicação do especialista, essa mistura pode adquirir propriedades condutoras devido à presença de sais minerais no amido.

“O pó de arroz (amido) entra em contato com a água retida no aparelho e forma uma pasta. Como o amido contém sais minerais, essa pasta úmida ganha características condutoras de eletricidade.”

Em uma placa eletrônica, a corrente precisa percorrer caminhos definidos; uma substância úmida que cria ligação entre pontos inadequados pode gerar curto‑circuito. A presença de água e contaminantes também acelera processos de oxidação e corrosão dos contatos metálicos, inclusive do cobre na placa. Isso explica por que um celular pode voltar a funcionar logo após um acidente com água e apresentar falhas apenas mais tarde.

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A primeira providência ao molhar o smartphone é desligá‑lo o mais rápido possível. Enquanto o aparelho estiver energizado, a água pode facilitar a passagem de corrente entre componentes e aumentar o risco de curto ou de danos permanentes. Em relação à melhor forma de desligar, o especialista orienta a preferência por comandos de tela quando possível:

“Deve‑se evitar ao máximo pressionar botões físicos, como os de volume ou o próprio liga/desliga mecânico”.

Pressionar botões pode movimentar a água acumulada nas frestas e empurrá‑la para áreas mais profundas ou até provocar o fechamento de um circuito no momento errado. Após desligar o aparelho, a recomendação é não tentar ligá‑lo para checar se está funcionando, já que esse teste pode transformar um telefone recuperável em um equipamento com danos elétricos mais graves. Procure assistência técnica qualificada ou uma secagem controlada em vez do pote de arroz.

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O arroz só absorve umidade externa e pode transformar-se em pasta que causa curto, oxidação e entupimento de conectores. Veja medidas imediatas e seguras para tentar recuperar um celular molhado.

Seu celular caiu na água? Antes de recorrer ao pote de arroz, pare e leia com atenção: essa prática amplamente difundida pode ser a pior opção para recuperar um aparelho molhado. O arroz ajuda a remover apenas a umidade superficial, mas não tem capacidade de eliminar a água que penetrou em regiões internas do aparelho. Além disso, o pó liberado pelos grãos pode entrar em portas, alto-falantes, microfones e conectores, criando novos riscos.

O problema aparece quando o pó de arroz se mistura com a água retida dentro do smartphone e forma uma pasta que favorece curtos, oxidação e corrosão dos componentes. Por isso, ao molhar o aparelho a conduta correta envolve desligá‑lo rapidamente, evitar ações que movimentem água nas frestas, entender o que significam as certificações IP67 e IP68 e optar por uma secagem controlada.

A origem do truque do arroz tem lógica limitada: o grão absorve umidade superficial — por isso é usado, por exemplo, em saleiros. Mas essa propriedade não se traduz em capacidade de extrair água que se alojou em placas lógicas e componentes microscópicos. A água que entra por uma porta USB, microfone ou alto‑falante pode alcançar regiões internas inacessíveis aos grãos.

Em entrevista, Valter Klein Junior, engenheiro eletricista, mestre em Engenharia Elétrica e professor do curso de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) explica:

“O arroz consegue absorver a umidade superficial do aparelho. No entanto, ele não tem capacidade de sucção para puxar a água que já se alojou profundamente nos componentes internos”.

Outra consequência é a entrada de pequenas partículas de pó nas aberturas do telefone. Em portas e conectores — regiões com contatos elétricos e folgas muito pequenas — essas partículas aliadas à umidade podem permanecer por bastante tempo e provocar problemas que vão além da sujeira visível.

O pó de arroz é composto principalmente por amido. Quando esse amido entra em contato com a água retida no interior do celular, forma uma espécie de pasta. Segundo a explicação do especialista, essa mistura pode adquirir propriedades condutoras devido à presença de sais minerais no amido.

“O pó de arroz (amido) entra em contato com a água retida no aparelho e forma uma pasta. Como o amido contém sais minerais, essa pasta úmida ganha características condutoras de eletricidade.”

Em uma placa eletrônica, a corrente precisa percorrer caminhos definidos; uma substância úmida que cria ligação entre pontos inadequados pode gerar curto‑circuito. A presença de água e contaminantes também acelera processos de oxidação e corrosão dos contatos metálicos, inclusive do cobre na placa. Isso explica por que um celular pode voltar a funcionar logo após um acidente com água e apresentar falhas apenas mais tarde.

A primeira providência ao molhar o smartphone é desligá‑lo o mais rápido possível. Enquanto o aparelho estiver energizado, a água pode facilitar a passagem de corrente entre componentes e aumentar o risco de curto ou de danos permanentes. Em relação à melhor forma de desligar, o especialista orienta a preferência por comandos de tela quando possível:

“Deve‑se evitar ao máximo pressionar botões físicos, como os de volume ou o próprio liga/desliga mecânico”.

Pressionar botões pode movimentar a água acumulada nas frestas e empurrá‑la para áreas mais profundas ou até provocar o fechamento de um circuito no momento errado. Após desligar o aparelho, a recomendação é não tentar ligá‑lo para checar se está funcionando, já que esse teste pode transformar um telefone recuperável em um equipamento com danos elétricos mais graves. Procure assistência técnica qualificada ou uma secagem controlada em vez do pote de arroz.

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