Pesquisa no Reino Unido com 1.350 condutores mostra que 25,9% nunca usaram o controle de cruzeiro adaptativo e 7% não sabem ativá-lo. Muitos consideram os sistemas invasivos ou sensíveis demais.
Uma pesquisa realizada no Reino Unido com 1.350 condutores mostrou que muitos recursos presentes em carros novos permanecem desligados ou pouco utilizados. O controle de cruzeiro adaptativo (ACC), um dos sistemas mais difundidos nos veículos atuais, aparece como o mais negligenciado: 25,9% dos proprietários afirmaram nunca ter usado o sistema, enquanto 7% disseram não saber como ativá‑lo.
Os dados indicam que a presença da tecnologia nos automóveis não garante sua adoção pelo motorista. Parte desse comportamento é explicada pela percepção de que alguns sistemas são “invasivos” ou sensíveis demais, levando proprietários a preferir desligá‑los para evitar incômodos no dia a dia — situação observada com frequência em alguns dos primeiros carros chineses que ganharam versões para mercados externos.
Recursos de assistência pouco usados
- 25,9% — proprietários de veículos com controle de cruzeiro adaptativo afirmaram nunca ter usado o sistema.
- 7% — disseram não saber ativar o controle de cruzeiro adaptativo.
- 18% — evitam utilizar o assistente de permanência em faixa.
- 21,3% — desligam diretamente a frenagem automática de emergência.
- 17,8% — nunca usam assistentes por voz.
- 17,1% — não ativam o head‑up display de realidade aumentada; 7% não sabem operar o sistema.
Funções de conforto com baixa adesão
- 22% — aproveitam bancos com massagem.
- 24,5% — utilizam partida remota com frequência.
Funções simples são mais populares
A pesquisa também mostra que itens tecnológicos mais antigos e simples ainda conquistam a preferência dos motoristas. Entre as funções com maior utilização estão Bluetooth, câmera de ré e GPS integrado, além do para‑brisa aquecido:
- 58,3% — uso regular do Bluetooth.
- 45,7% — uso da câmera de ré no dia a dia.
- 44,5% — uso do GPS integrado.
- 41% — aceitação do para‑brisa aquecido.
Diferenças por faixa etária
- 25–34 anos — maior uso de modos de condução (38,3%) e de carregamento sem fio (44,4%).
- Acima de 55 anos — adesão bem menor a essas funções.
Os números mostram que a oferta de tecnologia nos automóveis segue crescendo, mas a adoção varia conforme hábito, confiança e familiaridade do usuário com cada recurso. A pergunta que fica é prática e direta: você sabe como desembaçar os vidros do carro no frio sem usar o ar‑condicionado?

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