Análise austríaca de 500 mil testes em 20 modelos desde 2022 revela diferenças na perda de capacidade das baterias. Alguns modelos da Tesla apresentaram degradação maior que concorrentes ao rodar até 160 mil km.
Parecem existir diferenças na preservação da capacidade das baterias entre marcas de carros elétricos. Um levantamento realizado por uma empresa austríaca de diagnósticos, com base em 500 mil testes, mostrou que, embora as baterias dos veículos modernos preservem boa parte da autonomia com o uso, alguns modelos da Tesla foram superados por concorrentes em índices de integridade ao longo do tempo.
A constatação veio após a análise de 20 modelos populares desde 2022, que somaram até 160 mil quilômetros rodados. Os pesquisadores avaliaram o nível de degradação da capacidade útil das baterias e compararam resultados entre os modelos testados.
Entre os exemplos apontados no estudo, ao atingir a marca de 150 mil quilômetros o Hyundai Ioniq 5 conseguiu manter média de 93,79% da capacidade original da bateria, enquanto o Ford Mustang Mach-E registrou 92,53%. Por outro lado, o Tesla Model Y ficou na casa dos 90,32% e o Model 3 com 88,94%.
O levantamento também destacou que a maior perda de capacidade nos modelos da Tesla ocorre de forma mais acentuada nos primeiros 50 mil quilômetros rodados, e depois tende a se estabilizar em ritmos mais lentos nas etapas posteriores. Além disso, os resultados variam conforme os hábitos do proprietário.
O estudo explica que práticas de uso e recarga influenciam a degradação: recargas constantes até 100%, trajetos diários intensos e exposição contínua a temperaturas elevadas podem acelerar a perda de autonomia da bateria. Nos casos mais extremos citados pelos pesquisadores, a integridade do componente pode cair para cerca de 80%.
Para motoristas e potencial compradores em Sergipe, a pesquisa reforça a importância de considerar não só a autonomia inicial anunciada pelos fabricantes, mas também como o comportamento de uso e as condições climáticas podem afetar a vida útil da bateria ao longo dos anos. Estratégias como evitar recargas frequentes a 100%, planejar recargas parciais e reduzir exposição prolongada a calor intenso costumam ser recomendadas por especialistas que estudam longevidade de baterias.
O levantamento abrangeu uma amostra ampla de testes e comparou modelos com diferentes perfis de uso, mas também ressaltou que os índices variam conforme o histórico de cada veículo e as condições de operação. Isso significa que dois carros do mesmo modelo podem apresentar degradação distinta dependendo dos hábitos de recarga e das rotinas de uso.
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