No Rock in Rio e outros grandes eventos, o mobile é o principal ponto de contato entre marcas e público. Pesquisa aponta que 73% dos consumidores lembram de anúncios vistos no celular.
Grandes eventos como o Rock in Rio são oportunidades de alto impacto para marcas, mas a atuação nesses ambientes precisa ir além de uma única mensagem ou de um único momento. Em eventos dessa dimensão, milhares de jornadas diferentes ocorrem ao mesmo tempo — e quase todas passam pelo mobile, que já se consolidou como principal ponto de contato entre marcas e consumidores.
Um levantamento realizado pela Siprocal, empresa de tecnologia para publicidade digital, em parceria com o Opinion Box mostrou que 73% dos consumidores lembram de ter visto alguma propaganda em seus dispositivos antes de realizar uma compra, e que 90% já pesquisaram um produto no celular após ver um anúncio. Esses números reforçam a importância de pensar na jornada mobile como um ciclo que começa muito antes da abertura dos portões.
Nas semanas que antecedem o festival, o público pesquisa atrações, compra ingressos, organiza transporte, reserva hospedagem, monta roteiros, compartilha expectativas nas redes e consome enorme quantidade de conteúdo relacionado ao evento. Cada ponto de contato é uma oportunidade para as marcas se inserirem de forma contextualizada, por meio de estratégias que combinam geolocalização, dados comportamentais e canais como push notifications.
“Para mim, esse é o grande potencial do mobile em grandes eventos: usar a tecnologia para tornar a comunicação mais útil, mais relevante e muito menos invasiva.”
Com essas ferramentas, é possível identificar perfis com potencial interesse, construir campanhas que acompanhem a expectativa desde o início e entregar mensagens, ofertas e conteúdos personalizados no momento certo. Em vez de concentrar esforços apenas nos dias do festival, as marcas ganham força ao manter presença ao longo de toda a jornada do consumidor, aumentando lembrança e probabilidade de engajamento quando o evento finalmente acontece.
Durante o evento, o contexto frequentemente vale mais do que o alcance puro. A atenção do público muda a cada instante: as pessoas transitam entre palcos, procuram amigos, checam mapas, postam nas redes e decidem onde comer. Nesse ambiente dinâmico, comunicar-se de forma segmentada e contextualizada — por exemplo, atingindo quem está perto de uma ativação específica — tende a gerar resultados superiores às mensagens genéricas enviadas para grandes audiências.
“Não se trata de impactar mais pessoas, mas de impactar melhor.”
Tratar o fim do evento como o fim da campanha é outro erro comum. Depois que o festival termina, a jornada segue: as pessoas continuam revivendo a experiência, publicando fotos e vídeos, comentando shows e consumindo conteúdos relacionados. Esse é um momento valioso para as marcas prolongarem a conversa com agradecimentos, conteúdos relevantes, novas ofertas ou convites para próximas experiências, sempre respeitando o contexto vivido pelo consumidor.
O ciclo completo mostra que grandes eventos não são pontos isolados numa estratégia, mas ecossistemas de interação. Cada fase — antes, durante e depois — exige abordagem distinta, mas todas têm em comum o papel central do mobile como meio de conexão. Para transformar dados em relevância, as marcas precisam aliar informações comportamentais e geográficas à criatividade, entregando mensagens que façam sentido no momento certo e que contribuam para a construção de relacionamento com o consumidor.
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