A GWM pretende transformar o elétrico Ora 5 em uma família, com versões que vão do sedã médio à perua. Parte das novidades pode ser produzida na nova fábrica de Aracruz (ES) a partir de uma plataforma modular.
A chinesa GWM se prepara para ampliar a linha do Ora 5 no Brasil, com a intenção de transformar o modelo elétrico em uma família de veículos. A proposta inclui variantes que vão desde um sedã médio até uma perua, e parte das novidades podem ser produzidas na nova fábrica da empresa em Aracruz (ES).
A estratégia foi confirmada por Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da marca. De forma resumida, o executivo revelou que a ideia é fabricar o modelo nacionalmente em múltiplas opções de carroceria a partir de uma plataforma modular. Desta forma, a GWM consegue avançar em seu projeto de consolidar o conceito de um ecossistema de produtos, transformando a linha Ora 5 em uma gama completa.
Por ora, o sedã e a perua já tiveram patentes registradas na China, com estreia global projetada para os próximos anos. Quando começar por aqui, a operação brasileira deve atender ao mercado interno e também a exportação, com opções de motorizações elétricas e híbridas. Embora ainda não esteja definido o tipo de carroceria que deve chegar ao mercado nacional, é provável que o sedã venha por questão de preferência dos consumidores.
Atualmente, o Ora 5 é comercializado no país como um SUV 100% elétrico de 204 cv, e deve atuar como base técnica para os novos modelos. A produção nacional da linha do modelo vai ser concentrada no futuro complexo industrial de Aracruz, planejado para operar a partir de 2029 com capacidade para até 200 mil veículos por ano.
A nova unidade capixaba terá um volume produtivo quatro vezes superior ao da fábrica de Iracemápolis (SP), transformando o Brasil em um hub estratégico de exportação para a montadora. Como tem arquitetura flexível no DNA, o Ora 5 permite que as futuras variantes de carroceria adotem motorizações totalmente elétricas, híbridas convencionais e híbridas plug-in (PHEV).
Para a operação brasileira, a modularidade da plataforma é apresentada como vantagem para reduzir custos e acelerar a introdução de diferentes versões no mercado. A expectativa é que a combinação entre produção local e capacidade de exportação potencialize a presença da GWM na região e responda à demanda por veículos com opções de eletrificação.
O anúncio reforça o planejamento industrial da marca no país, com foco em diversificação de produtos e escala produtiva a partir do complexo de Aracruz. Mais detalhes sobre prazos, versões específicas e volumes por carroceria ainda dependem de definições futuras da própria montadora.
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