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Economia

Pix cresce 54% em pontos de venda e pressiona cartões

Pix avança sobre funções do cartão: crescimento nas vendas por Pix, novas modalidades e disputa por crédito.

15/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h05
Pix cresce 54% em pontos de venda e pressiona cartões

O sistema registrou mais de 2 bilhões de pagamentos em pontos de venda em 2025, alta de 54% em um ano. No período, transações no débito caíram 4% e no crédito subiram 8%.

O Pix já cumpriu a promessa de mudar a forma como os brasileiros transferem dinheiro e passa a disputar espaços historicamente ocupados pelos cartões no momento da compra. Em 2025, foram mais de 2 bilhões de pagamentos com Pix nos pontos de venda, alta de 54% em um ano. No mesmo período, o débito recuou 4%, enquanto o crédito cresceu 8%.

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Esses números mostram que a ferramenta não está apenas substituindo os cartões: está redesenhando a lógica dos pagamentos. Criado em 2020 para facilitar transferências entre pessoas, o sistema rapidamente se transformou em infraestrutura de consumo. Em 2025, 43% das operações já eram de pessoas físicas para empresas, ante 15% no lançamento. Hoje, mais de 170 milhões de brasileiros usam o Pix, que movimentou R$ 19,8 trilhões apenas no primeiro semestre de 2026.

O próximo passo é ocupar espaços onde o cartão ainda tem vantagem. Tecnologias e modalidades como o Pix por aproximação buscam reproduzir a experiência do pagamento contactless. O Pix Automático será usado nas contas recorrentes. E o Pix parcelado começa a avançar justamente sobre uma das principais fortalezas do cartão: o crédito.

“fim do cartão”

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A comparação com o cartão exige cautela. O cartão oferece crédito, prazo, benefícios e parcelamento — atributos que pesam especialmente nas compras de maior valor. Por isso, é precipitado falar em fim do cartão. O que está acontecendo é uma fragmentação das funções que, durante décadas, ficaram concentradas nos plásticos.

Para o consumidor, a tendência é de mais opções de pagamento. Para bancos, fintechs e varejistas, a disputa passa a ser sobre a infraestrutura por trás das transações. Quem controlar o pagamento recorrente, o crédito, a aproximação e a relação com o cliente terá posição estratégica mais forte no mercado de meios de pagamento.

O Pix talvez não precise substituir os cartões para vencê-los: basta continuar ocupando, gradualmente, situações em que o cartão era a escolha natural. A verdadeira revolução pode estar menos em eliminar um meio de pagamento e mais em tornar a antiga divisão entre Pix, débito e crédito cada vez menos relevante.

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O Pix por aproximação, o Pix Automático e o Pix parcelado são as frentes que vão definir os próximos movimentos no setor. A evolução dessas modalidades será decisiva para a competição entre provedores de pagamento e para a experiência do consumidor nas compras de maior valor.

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O sistema registrou mais de 2 bilhões de pagamentos em pontos de venda em 2025, alta de 54% em um ano. No período, transações no débito caíram 4% e no crédito subiram 8%.

O Pix já cumpriu a promessa de mudar a forma como os brasileiros transferem dinheiro e passa a disputar espaços historicamente ocupados pelos cartões no momento da compra. Em 2025, foram mais de 2 bilhões de pagamentos com Pix nos pontos de venda, alta de 54% em um ano. No mesmo período, o débito recuou 4%, enquanto o crédito cresceu 8%.

Esses números mostram que a ferramenta não está apenas substituindo os cartões: está redesenhando a lógica dos pagamentos. Criado em 2020 para facilitar transferências entre pessoas, o sistema rapidamente se transformou em infraestrutura de consumo. Em 2025, 43% das operações já eram de pessoas físicas para empresas, ante 15% no lançamento. Hoje, mais de 170 milhões de brasileiros usam o Pix, que movimentou R$ 19,8 trilhões apenas no primeiro semestre de 2026.

O próximo passo é ocupar espaços onde o cartão ainda tem vantagem. Tecnologias e modalidades como o Pix por aproximação buscam reproduzir a experiência do pagamento contactless. O Pix Automático será usado nas contas recorrentes. E o Pix parcelado começa a avançar justamente sobre uma das principais fortalezas do cartão: o crédito.

“fim do cartão”

A comparação com o cartão exige cautela. O cartão oferece crédito, prazo, benefícios e parcelamento — atributos que pesam especialmente nas compras de maior valor. Por isso, é precipitado falar em fim do cartão. O que está acontecendo é uma fragmentação das funções que, durante décadas, ficaram concentradas nos plásticos.

Para o consumidor, a tendência é de mais opções de pagamento. Para bancos, fintechs e varejistas, a disputa passa a ser sobre a infraestrutura por trás das transações. Quem controlar o pagamento recorrente, o crédito, a aproximação e a relação com o cliente terá posição estratégica mais forte no mercado de meios de pagamento.

O Pix talvez não precise substituir os cartões para vencê-los: basta continuar ocupando, gradualmente, situações em que o cartão era a escolha natural. A verdadeira revolução pode estar menos em eliminar um meio de pagamento e mais em tornar a antiga divisão entre Pix, débito e crédito cada vez menos relevante.

O Pix por aproximação, o Pix Automático e o Pix parcelado são as frentes que vão definir os próximos movimentos no setor. A evolução dessas modalidades será decisiva para a competição entre provedores de pagamento e para a experiência do consumidor nas compras de maior valor.

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