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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Cooperacre amplia exportações e diversifica portfólio da sociobiodiversidade

Cooperacre projeta ampliar exportações e diversificar produtos da sociobiodiversidade, com apoio do Sebrae e foco em borracha, castanha, frutas e café.

17/09/2026 · 07h46 · Atualizado às 09h19
Cooperacre amplia exportações e diversifica portfólio da sociobiodiversidade

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, visitou Xapuri para apoiar plano de expansão da cooperativa. Cooperacre quer abrir mercados externos e valorizar produtos extrativistas e da agricultura familiar.

Em busca de consolidar novos mercados e expandir a presença internacional de produtos extrativistas e da agricultura familiar, a Central de Cooperativas do Acre (Cooperacre) projeta a diversificação de seu portfólio de exportação. O plano de expansão e o fortalecimento do modelo socioambiental acreano pautaram a visita do presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, ao município de Xapuri, berço histórico do movimento ambientalista e da luta dos seringueiros na Amazônia.

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Durante a agenda institucional, destinada a conhecer experiências exitosas de desenvolvimento territorial, inclusão produtiva e conservação ambiental, o presidente do Sebrae destacou a importância do trabalho coletivo para a competitividade no campo. Segundo Rodrigo Soares, o fortalecimento da organização coletiva é o caminho fundamental para a competitividade dos pequenos negócios rurais.

“Participar de uma cooperativa é estratégico para pequenos produtores e empreendedores porque permite ganhar escala, reduzir custos e acessar mercados que, individualmente, seriam mais difíceis de alcançar”.

Segundo Rodrigo Soares, cabe ao Sebrae apoiar esses arranjos para criar condições para que o empreendedor consiga chegar ao mercado, negociar melhor e permanecer nele.

A imersão técnica percorreu a trajetória histórica do município — marcada pelos ciclos da borracha, os movimentos de “empate” liderados por Chico Mendes e a criação das primeiras Reservas Extrativistas (Resex) — até a evolução para arranjos produtivos modernos, pautados pela inovação e pela agregação de valor aos recursos da sociobiodiversidade. O principal ponto de parada foi a Cooperativa Agroextrativista de Xapuri (Coopexapuri), singular integrada à Cooperacre que atua como modelo de referência em gestão e impacto social.

Com cerca de 600 cooperados e alcançando mais de 500 produtores diretos e indiretos no município, a Coopexapuri exemplifica o potencial de inserção da economia da floresta em mercados de alto valor agregado. Um dos cases de maior destaque é o fornecimento contínuo de borracha natural nativa para a marca de calçados francesa VEJA.

“O trabalho importante para a gente é a busca por mercado. Já temos o mercado da castanha um pouco mais consolidado, estamos avançando na borracha com a empresa francesa e agora queremos diversificar com frutas e café. Aumentar a quantidade de produtos beneficiados significa, automaticamente, incluir mais famílias”.

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Essa avaliação foi feita por Sebastião Nascimento de Aquino, representante do Conselho de Gestão da Cooperacre, que lembrou ainda que as exportações, no último ano, alcançaram 11 países com o suporte do Sebrae e da ApexBrasil.

“A experiência surgiu quando a gente ainda comprava via associação. Como não podíamos emitir nota fiscal, surgiu a ideia de criar a cooperativa singular. Hoje nosso carro-chefe é a borracha, a castanha e as frutas, mas a novidade e o sonho da diretoria e dos cooperados é diversificar a produção para café, cacau e açaí, integrando o extrativismo à agricultura familiar”.

O depoimento é do tesoureiro da Coopexapuri, José de Souza Araújo Filho, conhecido como Zezinho, que relembrou a necessidade prática da formalização e da capacidade comercial dos produtores regionais. Atualmente, a Cooperacre beneficia cerca de 3 mil famílias no estado do Acre, sendo 352 no município de Xapuri.

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“A cooperativa é um forte instrumento de desenvolvimento econômico e social. Ela permite que o indivíduo alcance coletivamente resultados que jamais conseguiria sozinho. Se não houvesse as cooperativas agroextrativistas atuando nas reservas do Chico Mendes, o extrativista estaria refém de atravessadores. A cooperativa regula o mercado na compra, beneficiamento e agregação de valor”.

Essa avaliação foi feita por Valdemiro Rocha, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), que destacou o papel regulador do cooperativismo no meio rural para garantir justiça comercial e bem-estar social. A relevância da agenda em Xapuri atraiu a atenção de lideranças de estados vizinhos: uma missão técnica com cerca de 20 dirigentes de cooperativas extrativistas e da agricultura familiar do Amazonas e aproximadamente 15 gestores cooperativistas de Rondônia acompanharam as operações locais.

O encontro reafirma o protagonismo do Acre na consolidação da bioeconomia e do cooperativismo florestal na região Norte. Fotos: João Loureiro.

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Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, visitou Xapuri para apoiar plano de expansão da cooperativa. Cooperacre quer abrir mercados externos e valorizar produtos extrativistas e da agricultura familiar.

Em busca de consolidar novos mercados e expandir a presença internacional de produtos extrativistas e da agricultura familiar, a Central de Cooperativas do Acre (Cooperacre) projeta a diversificação de seu portfólio de exportação. O plano de expansão e o fortalecimento do modelo socioambiental acreano pautaram a visita do presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, ao município de Xapuri, berço histórico do movimento ambientalista e da luta dos seringueiros na Amazônia.

Durante a agenda institucional, destinada a conhecer experiências exitosas de desenvolvimento territorial, inclusão produtiva e conservação ambiental, o presidente do Sebrae destacou a importância do trabalho coletivo para a competitividade no campo. Segundo Rodrigo Soares, o fortalecimento da organização coletiva é o caminho fundamental para a competitividade dos pequenos negócios rurais.

“Participar de uma cooperativa é estratégico para pequenos produtores e empreendedores porque permite ganhar escala, reduzir custos e acessar mercados que, individualmente, seriam mais difíceis de alcançar”.

Segundo Rodrigo Soares, cabe ao Sebrae apoiar esses arranjos para criar condições para que o empreendedor consiga chegar ao mercado, negociar melhor e permanecer nele.

A imersão técnica percorreu a trajetória histórica do município — marcada pelos ciclos da borracha, os movimentos de “empate” liderados por Chico Mendes e a criação das primeiras Reservas Extrativistas (Resex) — até a evolução para arranjos produtivos modernos, pautados pela inovação e pela agregação de valor aos recursos da sociobiodiversidade. O principal ponto de parada foi a Cooperativa Agroextrativista de Xapuri (Coopexapuri), singular integrada à Cooperacre que atua como modelo de referência em gestão e impacto social.

Com cerca de 600 cooperados e alcançando mais de 500 produtores diretos e indiretos no município, a Coopexapuri exemplifica o potencial de inserção da economia da floresta em mercados de alto valor agregado. Um dos cases de maior destaque é o fornecimento contínuo de borracha natural nativa para a marca de calçados francesa VEJA.

“O trabalho importante para a gente é a busca por mercado. Já temos o mercado da castanha um pouco mais consolidado, estamos avançando na borracha com a empresa francesa e agora queremos diversificar com frutas e café. Aumentar a quantidade de produtos beneficiados significa, automaticamente, incluir mais famílias”.

Essa avaliação foi feita por Sebastião Nascimento de Aquino, representante do Conselho de Gestão da Cooperacre, que lembrou ainda que as exportações, no último ano, alcançaram 11 países com o suporte do Sebrae e da ApexBrasil.

“A experiência surgiu quando a gente ainda comprava via associação. Como não podíamos emitir nota fiscal, surgiu a ideia de criar a cooperativa singular. Hoje nosso carro-chefe é a borracha, a castanha e as frutas, mas a novidade e o sonho da diretoria e dos cooperados é diversificar a produção para café, cacau e açaí, integrando o extrativismo à agricultura familiar”.

O depoimento é do tesoureiro da Coopexapuri, José de Souza Araújo Filho, conhecido como Zezinho, que relembrou a necessidade prática da formalização e da capacidade comercial dos produtores regionais. Atualmente, a Cooperacre beneficia cerca de 3 mil famílias no estado do Acre, sendo 352 no município de Xapuri.

“A cooperativa é um forte instrumento de desenvolvimento econômico e social. Ela permite que o indivíduo alcance coletivamente resultados que jamais conseguiria sozinho. Se não houvesse as cooperativas agroextrativistas atuando nas reservas do Chico Mendes, o extrativista estaria refém de atravessadores. A cooperativa regula o mercado na compra, beneficiamento e agregação de valor”.

Essa avaliação foi feita por Valdemiro Rocha, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), que destacou o papel regulador do cooperativismo no meio rural para garantir justiça comercial e bem-estar social. A relevância da agenda em Xapuri atraiu a atenção de lideranças de estados vizinhos: uma missão técnica com cerca de 20 dirigentes de cooperativas extrativistas e da agricultura familiar do Amazonas e aproximadamente 15 gestores cooperativistas de Rondônia acompanharam as operações locais.

O encontro reafirma o protagonismo do Acre na consolidação da bioeconomia e do cooperativismo florestal na região Norte. Fotos: João Loureiro.

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