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“Ricardo entrou para destruir o PL”, acusa Érico Menezes ao revelar bastidores de sua renúncia à chapa governista

Em entrevista, ex-candidato a vice detalha pressões por recursos de campanha, desavenças internas e desconfianças de alianças veladas a três dias das Eleições 2026.

01/10/2026 · 09h42
“Ricardo entrou para destruir o PL”, acusa Érico Menezes ao revelar bastidores de sua renúncia à chapa governista

Em entrevista, ex-candidato a vice detalha pressões por recursos de campanha, desavenças internas e desconfianças de alianças veladas a três dias das Eleições 2026.

A temperatura subiu consideravelmente nos bastidores do Partido Liberal (PL) em Sergipe. A apenas três dias da votação em primeiro turno, a renúncia de Érico Menezes ao posto de candidato a vice-governador ganhou contornos de rompimento político. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (1º) à rádio Metropolitana, Érico decidiu expor sua versão sobre a crise, disparando duras críticas contra o ex-companheiro de chapa, Ricardo Marques.

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O desabafo público ocorre um dia após o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) homologar oficialmente a sua saída, o que, pelas regras eleitorais a essa altura do calendário, inviabilizou juridicamente a candidatura de Ricardo Marques ao Governo do Estado.

Desconfianças e supostas alianças

Durante a entrevista, Érico revelou que o clima de desconfiança se instalou na chapa nos dias que antecederam a sua decisão. Ele relatou ter sido questionado por aliados de Ricardo se estaria “se vendendo para Valmir [de Francisquinho]”. Curiosamente, segundo Érico, pessoas ligadas à campanha de Valmir também o procuraram, e o próprio candidato do Republicanos teria lhe telefonado pedindo calma e sugerindo uma conversa pessoal.

A situação teria se agravado, na versão do ex-candidato a vice, quando informações de bastidor começaram a circular apontando que seria Ricardo Marques quem estaria costurando, nos bastidores, uma reaproximação com Valmir de Francisquinho e com Emília Corrêa.

“Ricardo entrou para destruir o PL”, disparou Érico de forma contundente ao avaliar a atuação do cabeça de chapa. Questionado pelo entrevistador se considerava que Marques possuía “duas caras”, ele foi ainda mais incisivo: “Tem mais”. Para Érico, o ex-parceiro de campanha “procurou confusão” e não atuou pela união interna da legenda.

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A disputa por R$ 300 mil e a pressão interna

Um dos pontos mais sensíveis da entrevista envolveu a gestão dos fundos de campanha. Érico detalhou que recebeu uma transferência de R$ 300 mil do deputado Rodrigo Valadares para a sua conta de campanha. A partir desse repasse, Ricardo Marques teria começado a cobrar lealdade, chegando a questionar a participação de Érico em uma carreata promovida por Valadares.

Segundo o relato, a pressão aumentou substancialmente para que ele transferisse os recursos para a conta principal do partido. Érico acusou a esposa de Ricardo, Cecília, de ser uma das pessoas que o pressionaram diretamente por essa movimentação financeira. “A campanha é dele, o CNPJ é dele”, dizia Ricardo Marques, segundo a versão de Érico, que admitiu ter cedido à pressão e efetuado a transferência do montante.

O fator saúde e a decisão final

Embora tenha mantido a justificativa inicial de que o estado de saúde de sua esposa (que sofre de ansiedade generalizada) e de sua mãe pesaram fortemente na decisão, Érico admitiu publicamente que os atritos constantes e o desgaste com Ricardo Marques foram fatores agravantes que aceleraram sua saída. Ele confirmou que, no documento de renúncia apresentado ao TRE-SE, as divergências internas partidárias foram formalmente citadas como motivo.

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O ex-candidato revelou que a ideia de renunciar já existia na segunda-feira, mas apelos familiares o fizeram adiar a decisão para terça. Ele revelou ainda que Luizão tentou intervir por telefone para mantê-lo na chapa, mas a decisão já estava tomada.

Com a crise exposta às vésperas da ida às urnas, o PL sergipano encerra a disputa ao Governo do Estado imerso em acusações públicas, rachas internos e sem um candidato viável na disputa majoritária.

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Em entrevista, ex-candidato a vice detalha pressões por recursos de campanha, desavenças internas e desconfianças de alianças veladas a três dias das Eleições 2026.

A temperatura subiu consideravelmente nos bastidores do Partido Liberal (PL) em Sergipe. A apenas três dias da votação em primeiro turno, a renúncia de Érico Menezes ao posto de candidato a vice-governador ganhou contornos de rompimento político. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (1º) à rádio Metropolitana, Érico decidiu expor sua versão sobre a crise, disparando duras críticas contra o ex-companheiro de chapa, Ricardo Marques.

O desabafo público ocorre um dia após o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) homologar oficialmente a sua saída, o que, pelas regras eleitorais a essa altura do calendário, inviabilizou juridicamente a candidatura de Ricardo Marques ao Governo do Estado.

Desconfianças e supostas alianças

Durante a entrevista, Érico revelou que o clima de desconfiança se instalou na chapa nos dias que antecederam a sua decisão. Ele relatou ter sido questionado por aliados de Ricardo se estaria “se vendendo para Valmir [de Francisquinho]”. Curiosamente, segundo Érico, pessoas ligadas à campanha de Valmir também o procuraram, e o próprio candidato do Republicanos teria lhe telefonado pedindo calma e sugerindo uma conversa pessoal.

A situação teria se agravado, na versão do ex-candidato a vice, quando informações de bastidor começaram a circular apontando que seria Ricardo Marques quem estaria costurando, nos bastidores, uma reaproximação com Valmir de Francisquinho e com Emília Corrêa.

“Ricardo entrou para destruir o PL”, disparou Érico de forma contundente ao avaliar a atuação do cabeça de chapa. Questionado pelo entrevistador se considerava que Marques possuía “duas caras”, ele foi ainda mais incisivo: “Tem mais”. Para Érico, o ex-parceiro de campanha “procurou confusão” e não atuou pela união interna da legenda.

A disputa por R$ 300 mil e a pressão interna

Um dos pontos mais sensíveis da entrevista envolveu a gestão dos fundos de campanha. Érico detalhou que recebeu uma transferência de R$ 300 mil do deputado Rodrigo Valadares para a sua conta de campanha. A partir desse repasse, Ricardo Marques teria começado a cobrar lealdade, chegando a questionar a participação de Érico em uma carreata promovida por Valadares.

Segundo o relato, a pressão aumentou substancialmente para que ele transferisse os recursos para a conta principal do partido. Érico acusou a esposa de Ricardo, Cecília, de ser uma das pessoas que o pressionaram diretamente por essa movimentação financeira. “A campanha é dele, o CNPJ é dele”, dizia Ricardo Marques, segundo a versão de Érico, que admitiu ter cedido à pressão e efetuado a transferência do montante.

O fator saúde e a decisão final

Embora tenha mantido a justificativa inicial de que o estado de saúde de sua esposa (que sofre de ansiedade generalizada) e de sua mãe pesaram fortemente na decisão, Érico admitiu publicamente que os atritos constantes e o desgaste com Ricardo Marques foram fatores agravantes que aceleraram sua saída. Ele confirmou que, no documento de renúncia apresentado ao TRE-SE, as divergências internas partidárias foram formalmente citadas como motivo.

O ex-candidato revelou que a ideia de renunciar já existia na segunda-feira, mas apelos familiares o fizeram adiar a decisão para terça. Ele revelou ainda que Luizão tentou intervir por telefone para mantê-lo na chapa, mas a decisão já estava tomada.

Com a crise exposta às vésperas da ida às urnas, o PL sergipano encerra a disputa ao Governo do Estado imerso em acusações públicas, rachas internos e sem um candidato viável na disputa majoritária.

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