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Aracaju, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Economia

Alerta global: vertebrados perdem 73% das populações em 52 anos

Relatório mostra queda média de 73% em populações de vertebrados (1970-2022); água doce teve maior perda, 85%.

08/10/2026 · 12h13
Alerta global: vertebrados perdem 73% das populações em 52 anos

Relatório do Índice Planeta Vivo (1970-2022) mostra queda média de 73% na abundância de vertebrados. Estudo da ZSL para o WWF usa 35.803 populações de 5.790 espécies e calcula perda anual média de 2,5%.

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram, em média, 73% entre 1970 e 2022, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8). O estudo aponta que, no período, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheu a uma taxa média de 2,5% ao ano.

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O levantamento foi produzido pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) para o WWF Internacional e reúne dados do Índice Planeta Vivo (IPV), que monitora mudanças na abundância de populações ao longo de 52 anos. O IPV considera 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados.

“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Essa declaração foi atribuída a Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, ao comentar a análise apresentada pelo relatório. O documento explica que a medição refere-se à abundância relativa das populações e não ao número absoluto de indivíduos, e que as mudanças são observadas tanto em populações numerosas quanto em populações com poucos indivíduos.

Índices por ecossistema

  • Água doce: declínio de 85% em 52 anos; média anual de 3,6%.
  • Terrestre: declínio de 69% no período; média anual de 2,3%.
  • Marinho: mudança negativa de 59%; média anual de 1,7%.

O relatório ressalta que o Índice de Água Doce registrou a maior queda, e que espécies de água doce enfrentam ameaças como alterações de habitat, barragens e desvios que podem bloquear rotas de migração.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”

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Declínio por região

  • América Latina e Caribe: 95% de declínio.
  • África: 80% de declínio.
  • Europa e Ásia Central: 23% de declínio.
  • América do Norte: 28% de declínio.
  • Ásia e Região do Pacífico: 49% de declínio.

O diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, observou que os índices refletem o recorte temporal de 52 anos e também traduzem diferenças na capacidade de monitoramento entre regiões, além do momento histórico analisado. Ele citou o caso da América do Norte, onde declínios acentuados até os anos 1970 foram seguidos por uma desaceleração nas décadas seguintes.

Metodologia e novos dados

O relatório não traz comparações diretas com edições anteriores em razão do acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas. Foram incorporados dados sobre 967 populações de 295 novas espécies e atualizados os registros de 669 populações em relação à publicação de 2024.

Impactos e medidas de conservação

A análise do documento vincula a perda de populações ao risco para estabilidade econômica, segurança geopolítica e bem-estar humano. O relatório estima que cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em atividades dependentes da natureza e, portanto, são afetadas pelo declínio das populações.

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Ao mesmo tempo, o estudo destaca que esforços de conservação trouxeram estabilidade ou crescimento para metade das populações monitoradas. Como exemplo, no Brasil a população de onças-pintadas na Mata Atlântica registrou crescimento de 280% entre 2019 e 2025 após ação coordenada entre governo, terceiro setor e produtores locais. Globalmente, em 2025 a tartaruga-verde deixou a categoria Ameaçada e passou a constar como Pouco Preocupante, após cinco décadas de trabalho em mais de 80 países.

“Os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade.”

Essa avaliação foi atribuída a Helga Correa, especialista em Conservação do WWF-Brasil. O relatório também aponta que líderes globais voltarão a debater ações e investimentos na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), marcada para 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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Relatório do Índice Planeta Vivo (1970-2022) mostra queda média de 73% na abundância de vertebrados. Estudo da ZSL para o WWF usa 35.803 populações de 5.790 espécies e calcula perda anual média de 2,5%.

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram, em média, 73% entre 1970 e 2022, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8). O estudo aponta que, no período, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheu a uma taxa média de 2,5% ao ano.

O levantamento foi produzido pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) para o WWF Internacional e reúne dados do Índice Planeta Vivo (IPV), que monitora mudanças na abundância de populações ao longo de 52 anos. O IPV considera 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados.

“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Essa declaração foi atribuída a Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, ao comentar a análise apresentada pelo relatório. O documento explica que a medição refere-se à abundância relativa das populações e não ao número absoluto de indivíduos, e que as mudanças são observadas tanto em populações numerosas quanto em populações com poucos indivíduos.

Índices por ecossistema

  • Água doce: declínio de 85% em 52 anos; média anual de 3,6%.
  • Terrestre: declínio de 69% no período; média anual de 2,3%.
  • Marinho: mudança negativa de 59%; média anual de 1,7%.

O relatório ressalta que o Índice de Água Doce registrou a maior queda, e que espécies de água doce enfrentam ameaças como alterações de habitat, barragens e desvios que podem bloquear rotas de migração.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”

Declínio por região

  • América Latina e Caribe: 95% de declínio.
  • África: 80% de declínio.
  • Europa e Ásia Central: 23% de declínio.
  • América do Norte: 28% de declínio.
  • Ásia e Região do Pacífico: 49% de declínio.

O diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, observou que os índices refletem o recorte temporal de 52 anos e também traduzem diferenças na capacidade de monitoramento entre regiões, além do momento histórico analisado. Ele citou o caso da América do Norte, onde declínios acentuados até os anos 1970 foram seguidos por uma desaceleração nas décadas seguintes.

Metodologia e novos dados

O relatório não traz comparações diretas com edições anteriores em razão do acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas. Foram incorporados dados sobre 967 populações de 295 novas espécies e atualizados os registros de 669 populações em relação à publicação de 2024.

Impactos e medidas de conservação

A análise do documento vincula a perda de populações ao risco para estabilidade econômica, segurança geopolítica e bem-estar humano. O relatório estima que cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em atividades dependentes da natureza e, portanto, são afetadas pelo declínio das populações.

Ao mesmo tempo, o estudo destaca que esforços de conservação trouxeram estabilidade ou crescimento para metade das populações monitoradas. Como exemplo, no Brasil a população de onças-pintadas na Mata Atlântica registrou crescimento de 280% entre 2019 e 2025 após ação coordenada entre governo, terceiro setor e produtores locais. Globalmente, em 2025 a tartaruga-verde deixou a categoria Ameaçada e passou a constar como Pouco Preocupante, após cinco décadas de trabalho em mais de 80 países.

“Os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade.”

Essa avaliação foi atribuída a Helga Correa, especialista em Conservação do WWF-Brasil. O relatório também aponta que líderes globais voltarão a debater ações e investimentos na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), marcada para 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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