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Aracaju, Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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SerMulher leva ‘Quebrando Ciclos’ à formação de agentes de segurança

SerMulher levou os Grupos Reflexivos "Quebrando Ciclos" à capacitação de Guardas e Patrulhas Maria da Penha para atuação em Monte Alegre e Canindé.

28/10/2026 · 08h12
SerMulher leva ‘Quebrando Ciclos’ à formação de agentes de segurança

A experiência de Aracaju com 'Quebrando Ciclos' integrou a formação de segurança na quarta (21) na Fames. Em parceria com o TJSE, reuniu guardas municipais e a Patrulha Maria da Penha de Monte Alegre e Canindé.

A experiência de Aracaju com os Grupos Reflexivos “Quebrando Ciclos”, iniciativa da Prefeitura de Aracaju por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher Aracaju), integrou a formação de profissionais da segurança pública realizada na última quarta-feira (21), na Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames).

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A atividade foi promovida em parceria com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e reuniu integrantes da Guarda Municipal e da Patrulha Maria da Penha de Monte Alegre de Sergipe e de Canindé de São Francisco. Durante a programação, a SerMulher compartilhou a experiência dos grupos reflexivos e apresentou os serviços da rede municipal de proteção às mulheres, contribuindo para a preparação dos profissionais que vão atuar no sertão sergipano e para a articulação entre as instituições.

Os Grupos Reflexivos Quebrando Ciclos atuam diretamente com homens autores de violência, promovendo a reflexão sobre comportamentos, relações de gênero, responsabilização pelas próprias atitudes e formas não violentas de resolver conflitos. O objetivo é estimular mudanças de comportamento e prevenir a reincidência, complementando as ações de acolhimento, proteção e assistência às mulheres. Transformada em política pública municipal em outubro, a iniciativa completa um ano de atuação em 4 de novembro.

A coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SerMulher, Laís Mylena Rezende, explicou que a reflexão acontece gradualmente, à medida que os participantes se abrem para reconhecer e expressar as emoções.

“A partir do quarto encontro, quando abordamos as emoções e a regulação emocional, percebemos que a resistência diminui. É quando começamos a ver esse ser humano desabrochar. Ele passa a sair de dentro da caixa e a falar nos encontros, demonstrar sentimentos, chorar, falar sobre o que sente e sobre a família. A partir desse tema, conseguimos perceber algo realmente se transformando”

A participação da SerMulher integrou a formação promovida pela Coordenadoria da Mulher do TJSE, que preparou os profissionais para compreender as questões de violência doméstica e de gênero e o funcionamento da rede de proteção. Representante do Tribunal, Sabrina Eduardo Cardoso, destacou a importância de aproximar os serviços para fortalecer o atendimento nos municípios onde o trabalho vai começar.

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“É importante trazer os CRAMs e os grupos reflexivos para que eles entendam o que são esses serviços e conheçam a rede. A Patrulha Maria da Penha precisa trabalhar muito próxima dessa rede, com uma atuação consistente e articulada. Como esse trabalho vai começar em Monte Alegre e Canindé, é fundamental que os profissionais conheçam os serviços disponíveis e busquem iniciativas semelhantes que possam fortalecer o atendimento nesses municípios”

Participantes da capacitação avaliaram positivamente as trocas. João Vitor Oliveira Santos destacou os relatos dos homens atendidos pelo grupo, ressaltando a função de ressocialização do programa.

“O que achei fantástico foram os relatos e a experiência que cada homem compartilhou. Esse grupo reflexivo trabalha exatamente na ressocialização, levando homens que agrediram suas companheiras a refletirem sobre seus atos, para que não voltem a praticá-los”

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Thailaine Pessoa Nobre reforçou a necessidade de sensibilidade no atendimento às mulheres em situação de violência e avaliou que o seminário contribuiu para a qualificação profissional dos agentes.

“Como agentes de segurança pública, precisamos ter essa visão mais sensível para atender às ocorrências e nos deparar com uma mulher em situação de violência. Sabemos que, naquele momento, ela precisa ser acolhida, ouvida e encontrar um ambiente de proteção e segurança. Esse seminário está nos auxiliando a fortalecer a nossa capacitação profissional”

A ação reforçou o compromisso da Prefeitura de Aracaju com políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, buscando integrar atendimento especializado, prevenção e transformação social por meio da articulação entre serviços municipais e agentes de segurança que vão atuar no sertão sergipano.

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A experiência de Aracaju com 'Quebrando Ciclos' integrou a formação de segurança na quarta (21) na Fames. Em parceria com o TJSE, reuniu guardas municipais e a Patrulha Maria da Penha de Monte Alegre e Canindé.

A experiência de Aracaju com os Grupos Reflexivos “Quebrando Ciclos”, iniciativa da Prefeitura de Aracaju por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher Aracaju), integrou a formação de profissionais da segurança pública realizada na última quarta-feira (21), na Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames).

A atividade foi promovida em parceria com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e reuniu integrantes da Guarda Municipal e da Patrulha Maria da Penha de Monte Alegre de Sergipe e de Canindé de São Francisco. Durante a programação, a SerMulher compartilhou a experiência dos grupos reflexivos e apresentou os serviços da rede municipal de proteção às mulheres, contribuindo para a preparação dos profissionais que vão atuar no sertão sergipano e para a articulação entre as instituições.

Os Grupos Reflexivos Quebrando Ciclos atuam diretamente com homens autores de violência, promovendo a reflexão sobre comportamentos, relações de gênero, responsabilização pelas próprias atitudes e formas não violentas de resolver conflitos. O objetivo é estimular mudanças de comportamento e prevenir a reincidência, complementando as ações de acolhimento, proteção e assistência às mulheres. Transformada em política pública municipal em outubro, a iniciativa completa um ano de atuação em 4 de novembro.

A coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SerMulher, Laís Mylena Rezende, explicou que a reflexão acontece gradualmente, à medida que os participantes se abrem para reconhecer e expressar as emoções.

“A partir do quarto encontro, quando abordamos as emoções e a regulação emocional, percebemos que a resistência diminui. É quando começamos a ver esse ser humano desabrochar. Ele passa a sair de dentro da caixa e a falar nos encontros, demonstrar sentimentos, chorar, falar sobre o que sente e sobre a família. A partir desse tema, conseguimos perceber algo realmente se transformando”

A participação da SerMulher integrou a formação promovida pela Coordenadoria da Mulher do TJSE, que preparou os profissionais para compreender as questões de violência doméstica e de gênero e o funcionamento da rede de proteção. Representante do Tribunal, Sabrina Eduardo Cardoso, destacou a importância de aproximar os serviços para fortalecer o atendimento nos municípios onde o trabalho vai começar.

“É importante trazer os CRAMs e os grupos reflexivos para que eles entendam o que são esses serviços e conheçam a rede. A Patrulha Maria da Penha precisa trabalhar muito próxima dessa rede, com uma atuação consistente e articulada. Como esse trabalho vai começar em Monte Alegre e Canindé, é fundamental que os profissionais conheçam os serviços disponíveis e busquem iniciativas semelhantes que possam fortalecer o atendimento nesses municípios”

Participantes da capacitação avaliaram positivamente as trocas. João Vitor Oliveira Santos destacou os relatos dos homens atendidos pelo grupo, ressaltando a função de ressocialização do programa.

“O que achei fantástico foram os relatos e a experiência que cada homem compartilhou. Esse grupo reflexivo trabalha exatamente na ressocialização, levando homens que agrediram suas companheiras a refletirem sobre seus atos, para que não voltem a praticá-los”

Thailaine Pessoa Nobre reforçou a necessidade de sensibilidade no atendimento às mulheres em situação de violência e avaliou que o seminário contribuiu para a qualificação profissional dos agentes.

“Como agentes de segurança pública, precisamos ter essa visão mais sensível para atender às ocorrências e nos deparar com uma mulher em situação de violência. Sabemos que, naquele momento, ela precisa ser acolhida, ouvida e encontrar um ambiente de proteção e segurança. Esse seminário está nos auxiliando a fortalecer a nossa capacitação profissional”

A ação reforçou o compromisso da Prefeitura de Aracaju com políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, buscando integrar atendimento especializado, prevenção e transformação social por meio da articulação entre serviços municipais e agentes de segurança que vão atuar no sertão sergipano.

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