Teste no Galaxy Z Flip 7 comparou 4G e 5G em três cenários: boa cobertura, sinal fraco e uso contínuo. Conclusão: 5G consumiu mais energia em sinal ruim e uso intenso, com menor diferença em boa cobertura.
O 5G oferece velocidades maiores de internet móvel, mas essa vantagem pode ter custo na autonomia do celular. Para avaliar a diferença, foi realizado um teste comparando 4G e 5G no mesmo aparelho — um Galaxy Z Flip 7 — mantendo brilho, aplicativos e atividades iguais. O experimento foi dividido em três cenários: boa cobertura, sinal fraco e uso contínuo de dados. Cada cenário produziu resultados distintos.
No cenário de boa cobertura, o dispositivo manteve conexão estável e aproveitou a velocidade do 5G. Em aproximadamente uma hora de reprodução de vídeos e downloads de arquivos pesados, foi observado um consumo de energia 30% maior com o 5G em relação ao 4G. O teste ressalta que esse percentual vale para a configuração utilizada e não representa todos os celulares ou redes.
Em locais com sinal instável — como garagens, elevadores, prédios com paredes espessas ou áreas afastadas das antenas — a tendência é que o smartphone precise trabalhar mais para manter a comunicação, o que eleva o consumo de energia. O problema não é exclusivo do 5G: o 4G também pode consumir mais bateria quando o sinal está ruim. A diferença entre as tecnologias depende da cobertura disponível, das frequências usadas e da forma como o aparelho administra a conexão.
Nos testes de uso contínuo de dados, que envolveram streaming e downloads prolongados, o resultado ficou mais claro. Foi necessário repetir exatamente as mesmas tarefas nas duas redes, com qualidade de vídeo, brilho e duração iguais, e iniciar os testes com níveis de bateria semelhantes, para que a comparação tivesse validade. Pequenas variações na leitura percentual da bateria foram consideradas com cautela.
Testes e resultados
- Vídeos e downloads — 1 hora (sinal forte): consumo no 5G foi 30% maior que no 4G. (Consumo no 4G: não informado; Consumo no 5G: +30% em relação ao 4G)
- Spotify e Netflix — uso contínuo: consumo acumulado de 24% da bateria no 5G contra 15% no 4G; diferença de +9 pontos percentuais (aproximadamente 60% maior no 5G).
Os resultados indicam uma tendência consistente: em atividades prolongadas com transferência contínua de dados, o 5G pode consumir mais bateria que o 4G. Uma explicação plausível é que o 5G carrega conteúdo com mais qualidade e velocidade, fazendo com que parte do consumo ocorra já no carregamento inicial — mesmo que o usuário não assista ao conteúdo inteiro ou pule faixas de áudio.
Quanto à prática de desligar o 5G para economizar bateria, a conclusão do teste foi cautelosa: no geral, não vale a pena. Em locais com sinal 5G instável e para tarefas simples, como mensagens e consultas rápidas, selecionar o 4G pode reduzir consumo. Em áreas com boa cobertura, porém, o 5G entrega maior velocidade e pode ser mais conveniente para transferências pesadas. Não existe uma porcentagem universal de economia de bateria ao trocar 5G por 4G; o efeito varia conforme celular, operadora, modem e atividade realizada.
Para quem usa a internet móvel com frequência fora de casa — chamadas por aplicativos, GPS, jogos e streaming — a recomendação é observar o comportamento do aparelho nas suas rotinas: desligar o 5G ocasionalmente pode render alguma economia, mas não há garantia de que a troca seja vantajosa em todos os cenários.
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