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Aracaju, Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Alunos atacam colegas por roupa vermelha; denúncias ligam violência às eleições

Vídeos e relatos apontam agressões e humilhações ligadas à eleição em escolas e na rua em Itajaí, Araguari, Distrito Federal e Fortaleza.

02/11/2026 · 12h14
Alunos atacam colegas por roupa vermelha; denúncias ligam violência às eleições

Em Itajaí, vídeo mostra dois adolescentes de 15 anos usando a bandeira do Brasil enquanto agrediam colegas de vermelho. Relatos do Distrito Federal e outras cidades apontam aumento da violência escolar ligada às eleições.

Um vídeo publicado em redes sociais mostra dois estudantes usando a bandeira do Brasil como capa enquanto agrediam colegas que estavam de roupa vermelha dentro de uma escola em Itajaí, em Santa Catarina. No relato, a autora do vídeo diz que os dois meninos, que teriam 15 anos, também proferiram agressões verbais contra os outros alunos e citaram o programa Bolsa Família de forma negativa.

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Os casos de Itajaí e de relatos vindos do Distrito Federal estão entre inúmeros relatos de violência no ambiente escolar que surgiram nas últimas semanas relacionados às eleições. A situação parece ter piorado ainda mais após o resultado da votação, segundo postagens e registros compartilhados em redes sociais por estudantes, familiares e testemunhas.

Em Araguari, estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra colegas bolsistas que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva. As ofensas também teriam atingido colegas que vendem trufas ou outros produtos para ajudar nas despesas pessoais e familiares. A instituição divulgou nota em que afirma repudiar atitudes de intolerância.

“qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconomica”

Fora das escolas, a disputa política também segue atingindo crianças que não votam. Em Fortaleza, um vídeo gravado em um bar ganhou grande repercussão ao mostrar a interação entre uma influenciadora e um menino de 9 anos, identificado como Matheus, que é autista e vendia balas para ajudar a avó nas despesas.

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No registro, a influenciadora, filmando, pergunta ao garoto em quem a família dele votou. Ele responde “Lula”. Em seguida, ela pede que ele faça o sinal do “L” com a mão; o menino atende. Depois, a influenciadora e amigas riem e se recusam a comprar os produtos que ele oferecia.

“Vai na mamãe e manda ela fazer o L”

O vídeo foi postado pela influenciadora com a legenda correspondente. Matheus é criado pela avó desde que a mãe morreu e mora na periferia de Fortaleza. Após a repercussão do vídeo, um grupo de motociclistas e diversos usuários de redes sociais se mobilizaram para ajudar a família do menino.

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Esses episódios integram uma sequência de relatos sobre agressões e humilhações relacionadas ao ambiente político e eleitoral em diferentes cidades. Familiares, estudantes e instituições têm divulgado desabafos e notas públicas, e os registros compartilham preocupação com o clima de tensão nas escolas e em espaços públicos.

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Em Itajaí, vídeo mostra dois adolescentes de 15 anos usando a bandeira do Brasil enquanto agrediam colegas de vermelho. Relatos do Distrito Federal e outras cidades apontam aumento da violência escolar ligada às eleições.

Um vídeo publicado em redes sociais mostra dois estudantes usando a bandeira do Brasil como capa enquanto agrediam colegas que estavam de roupa vermelha dentro de uma escola em Itajaí, em Santa Catarina. No relato, a autora do vídeo diz que os dois meninos, que teriam 15 anos, também proferiram agressões verbais contra os outros alunos e citaram o programa Bolsa Família de forma negativa.

Os casos de Itajaí e de relatos vindos do Distrito Federal estão entre inúmeros relatos de violência no ambiente escolar que surgiram nas últimas semanas relacionados às eleições. A situação parece ter piorado ainda mais após o resultado da votação, segundo postagens e registros compartilhados em redes sociais por estudantes, familiares e testemunhas.

Em Araguari, estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra colegas bolsistas que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva. As ofensas também teriam atingido colegas que vendem trufas ou outros produtos para ajudar nas despesas pessoais e familiares. A instituição divulgou nota em que afirma repudiar atitudes de intolerância.

“qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconomica”

Fora das escolas, a disputa política também segue atingindo crianças que não votam. Em Fortaleza, um vídeo gravado em um bar ganhou grande repercussão ao mostrar a interação entre uma influenciadora e um menino de 9 anos, identificado como Matheus, que é autista e vendia balas para ajudar a avó nas despesas.

No registro, a influenciadora, filmando, pergunta ao garoto em quem a família dele votou. Ele responde “Lula”. Em seguida, ela pede que ele faça o sinal do “L” com a mão; o menino atende. Depois, a influenciadora e amigas riem e se recusam a comprar os produtos que ele oferecia.

“Vai na mamãe e manda ela fazer o L”

O vídeo foi postado pela influenciadora com a legenda correspondente. Matheus é criado pela avó desde que a mãe morreu e mora na periferia de Fortaleza. Após a repercussão do vídeo, um grupo de motociclistas e diversos usuários de redes sociais se mobilizaram para ajudar a família do menino.

Esses episódios integram uma sequência de relatos sobre agressões e humilhações relacionadas ao ambiente político e eleitoral em diferentes cidades. Familiares, estudantes e instituições têm divulgado desabafos e notas públicas, e os registros compartilham preocupação com o clima de tensão nas escolas e em espaços públicos.

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