Embora não sejam contabilizados para o resultado oficial devido a decisões da Justiça Eleitoral, os números brutos extraídos das urnas revelam apoio popular expressivo aos dois políticos no estado.
A totalização final das eleições em Sergipe trouxe à tona um dado numérico que chama atenção para o impacto das candidaturas que enfrentaram entraves nos tribunais. Juntos, os políticos Ricardo Marques e Helton Monteiro atraíram a preferência de quase 69 mil eleitores sergipanos, embora esses números não tenham impacto prático no resultado oficial do pleito.
Como as candidaturas de ambos foram invalidadas pela Justiça Eleitoral (fator que os impediu de concorrer oficialmente de forma regular), todos os sufrágios depositados em seus respectivos números na urna eletrônica foram juridicamente anulados. Isso significa que essa expressiva quantidade de votos não entrou no cômputo dos “votos válidos”, não interferindo no cálculo do quociente eleitoral e partidário.
Os números brutos nas urnas
Apesar da anulação jurídica, o registro bruto das máquinas (que contabiliza a vontade do eleitor no momento da digitação) mostra a dimensão do capital político que acabou ficando de fora da contagem oficial:
- Helton Monteiro: Registrou 37.081 votos nas urnas sergipanas.
- Ricardo Marques: Registrou 31.852 votos no total.
A soma exata do desempenho da dupla alcança a marca de 68.933 votos nulos. No rigor da lei eleitoral, quando um candidato tem o seu registro indeferido de forma definitiva, os votos a ele atribuídos são descartados da totalização geral, sendo tratados de forma semelhante ao eleitor que opta ativamente por anular o seu voto digitando um número inexistente.
O cenário ilustra as consequências diretas de disputas judiciais em torno de registros de candidaturas e como a insegurança jurídica pode invalidar as escolhas de milhares de cidadãos que comparecem às seções eleitorais.
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