O médico e viúvo do humorista abriu o espaço que organiza o acervo e celebra a diversidade artística de Paulo Gustavo. Em casa, ele mantém viva a presença do pai para Romeu e Gael com fotos, vídeos e lembranças.
Thales Bretas realizou um sonho com a inauguração do Instituto Paulo Gustavo, que preserva a obra artística e a diversidade do humorista. A iniciativa foi apresentada como forma de manter viva a produção cultural e o legado público do artista, que morreu aos 41 anos, em 2021, de complicações da Covid.
No entanto, Thales ressalta que o cuidado com a memória de Paulo não se limita à esfera pública. Na vida pessoal, ele dedica atenção especial a manter a presença do pai viva para os filhos do casal, Romeu e Gael, ambos de sete anos.
Thales contou que recorre com frequência a registros e lembranças para que as crianças compreendam quem foi o pai. Entre os recursos usados estão fotografias, vídeos e materiais das obras de Paulo, como filmes e peças filmadas. Para ele, esse acervo audiovisual é ferramenta essencial para transmitir a história e a importância do humorista no Brasil.
“Meus filhos têm memória eterna do Paulo. Primeiro que eu sempre falo dele, de tudo que a gente viveu, mostro foto. A gente, graças a Deus, vive numa era em que tem muita documentação fotográfica, vídeo”
O uso desse material, segundo Thales, ajuda os meninos a entenderem a trajetória do pai e o impacto que ele teve para além da família. Além das imagens e registros profissionais, o afeto das pessoas e as lembranças do período marcado pela pandemia também contribuem para a formação da memória das crianças.
“É por meio dessas coisas, mostrando todo o trabalho que o Paulo teve no Brasil, mostrando os filmes, as peças filmadas e toda a importância [do humorista]…”
Thales afirmou ainda que percebe traços do pai no comportamento dos filhos. Ele mencionou aspectos de genética e de criação que se manifestam em trejeitos e jeito próprio das crianças, destacando o carinho que isso provoca na família.
“E acho que eles sentem [isso] também pelo carinho das pessoas, de tudo que a gente viveu, o momento que a gente viveu, da Covid, de tudo. Eles têm plena consciência de que o pai foi um meteoro nas nossas vidas e na deles também”
Ao falar sobre a paternidade, Thales definiu os filhos como seu maior projeto e destacou a alegria e o sentido que eles trazem à vida. Sobre as semelhanças entre pai e filhos, ele disse:
“Tem muito [dele]. Muito de genética, um pouco de criação, de jeito. Mas é muito bonitinho. Os filhos são a coisa mais incrível da vida. Acho que é o meu maior projeto”
O relato combina o compromisso público com a preservação da obra de Paulo Gustavo e o empenho privado em cultivar a memória afetiva na família, por meio de documentação, conversa e demonstrações de afeto.

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