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Fordo: A fortaleza nuclear iraniana e a única bomba no mundo capaz de ameaçá-la

Construída em uma montanha, a usina nuclear de Fordo é quase impenetrável. Apenas os EUA possuem a bomba “destruidora de bunkers” para atingi-la. A usina nuclear de Fordo, a mais protegida do Irã, representa um desafio estratégico formidável. Construída deliberadamente no interior de uma montanha, sua localização foi projetada para resistir a ataques aéreos convencionais. […]

19/06/2025 · 16h58 · Atualizado às 19h17
Fordo: A fortaleza nuclear iraniana e a única bomba no mundo capaz de ameaçá-la

Construída em uma montanha, a usina nuclear de Fordo é quase impenetrável. Apenas os EUA possuem a bomba “destruidora de bunkers” para atingi-la.

A usina nuclear de Fordo, a mais protegida do Irã, representa um desafio estratégico formidável. Construída deliberadamente no interior de uma montanha, sua localização foi projetada para resistir a ataques aéreos convencionais. A única arma no arsenal mundial considerada capaz de causar danos significativos à sua infraestrutura é a GBU-57, uma bomba americana de 13,6 mil quilos conhecida como “destruidora de bunkers”. Com 6 metros de comprimento e uma carcaça de aço reforçada, ela foi desenvolvida para penetrar terra, rocha e concreto antes de detonar, uma capacidade que a torna exclusiva dos bombardeiros stealth B-2 dos Estados Unidos.

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Diante desse cenário, Israel enfrenta limitações significativas para neutralizar Fordo de forma autônoma. Os Estados Unidos historicamente se recusaram a fornecer a bomba “destruidora de bunkers” aos israelenses, justamente para evitar uma escalada de conflito com o Irã. Sem a munição específica e os bombardeiros pesados para transportá-la, Israel explora estratégias alternativas, como atacar a infraestrutura de energia que abastece a usina ou considerar operações de forças especiais. No entanto, especialistas reconhecem que, embora tais ações possam desacelerar o enriquecimento de urânio em Fordo, a destruição completa da instalação permanece um “alvo muito difícil”.

A decisão de usar a GBU-57 traria enormes consequências geopolíticas para os Estados Unidos. Um ataque coordenado com Israel poderia ser visto como uma agressão à soberania iraniana, gerando forte condenação internacional e o risco de contaminação nuclear na região. Além disso, analistas militares alertam que o Irã poderia retaliar amplamente contra alvos e tropas americanas no Oriente Médio, arrastando os EUA para um novo conflito de grande escala. Essa complexa dinâmica explica a hesitação americana e o papel da bomba como uma ferramenta de dissuasão, mais do que uma arma de uso iminente.

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Construída em uma montanha, a usina nuclear de Fordo é quase impenetrável. Apenas os EUA possuem a bomba “destruidora de bunkers” para atingi-la.

A usina nuclear de Fordo, a mais protegida do Irã, representa um desafio estratégico formidável. Construída deliberadamente no interior de uma montanha, sua localização foi projetada para resistir a ataques aéreos convencionais. A única arma no arsenal mundial considerada capaz de causar danos significativos à sua infraestrutura é a GBU-57, uma bomba americana de 13,6 mil quilos conhecida como “destruidora de bunkers”. Com 6 metros de comprimento e uma carcaça de aço reforçada, ela foi desenvolvida para penetrar terra, rocha e concreto antes de detonar, uma capacidade que a torna exclusiva dos bombardeiros stealth B-2 dos Estados Unidos.

Diante desse cenário, Israel enfrenta limitações significativas para neutralizar Fordo de forma autônoma. Os Estados Unidos historicamente se recusaram a fornecer a bomba “destruidora de bunkers” aos israelenses, justamente para evitar uma escalada de conflito com o Irã. Sem a munição específica e os bombardeiros pesados para transportá-la, Israel explora estratégias alternativas, como atacar a infraestrutura de energia que abastece a usina ou considerar operações de forças especiais. No entanto, especialistas reconhecem que, embora tais ações possam desacelerar o enriquecimento de urânio em Fordo, a destruição completa da instalação permanece um “alvo muito difícil”.

A decisão de usar a GBU-57 traria enormes consequências geopolíticas para os Estados Unidos. Um ataque coordenado com Israel poderia ser visto como uma agressão à soberania iraniana, gerando forte condenação internacional e o risco de contaminação nuclear na região. Além disso, analistas militares alertam que o Irã poderia retaliar amplamente contra alvos e tropas americanas no Oriente Médio, arrastando os EUA para um novo conflito de grande escala. Essa complexa dinâmica explica a hesitação americana e o papel da bomba como uma ferramenta de dissuasão, mais do que uma arma de uso iminente.

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