O crescente número de relatos sobre mulheres que engravidaram de forma não planejada enquanto utilizavam medicamentos para perda de peso, como Wegovy e Mounjaro, mesmo fazendo uso de anticoncepcionais orais, tem gerado um fenômeno apelidado de “bebês do Ozempic”. Essa situação levou órgãos reguladores de saúde, como a agência do Reino Unido, a emitirem novas diretrizes para mulheres em idade fértil que utilizam essas populares injeções para emagrecer, após dezenas de notificações de gestações inesperadas.
A principal preocupação reside na interação desses medicamentos com a absorção dos contraceptivos orais. Fármacos como a semaglutida (princípio ativo do Wegovy e do Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro) funcionam, em parte, retardando o esvaziamento do estômago. Esse processo mais lento pode interferir na forma como a pílula anticoncepcional é absorvida pelo organismo, potencialmente reduzindo sua concentração no sangue e, consequentemente, sua eficácia na prevenção da gravidez.
Diante dos riscos, a recomendação é que mulheres que utilizam esses tratamentos para emagrecer e tomam pílulas anticoncepcionais discutam métodos contraceptivos alternativos e de barreira com seus médicos. A orientação é crucial para garantir a eficácia da contracepção e evitar uma gravidez não planejada durante o período de tratamento, reforçando a importância do acompanhamento médico multidisciplinar ao utilizar essas novas terapias para perda de peso.
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