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Ciência e Espaço

Entrevista: como nascem os planetas? Astrônomos acreditam ter descoberto tal fenômeno!

Astrônomos, pela primeira vez, flagraram o momento exato em que os primeiros minúsculos grãos que darão origem a planetas começaram a se formar. A jovem estrela HOPS‑315, com menos de 200 mil anos de idade e situada a cerca de 1.300–1.400 anos‑luz da Terra, exibe um disco protoplanetário onde partículas de silicato, formadas a partir de gás de monóxido de silício, estão solidificando - um verdadeiro instante zero da formação planetária.

17/07/2025 · 00h14 · Atualizado às 19h08
Entrevista: como nascem os planetas? Astrônomos acreditam ter descoberto tal fenômeno!

Astrônomos capturam “time zero” da formação planetária em estrela bebê HOPS‑315

Astrônomos, pela primeira vez, flagraram o momento exato em que os primeiros minúsculos grãos que darão origem a planetas começaram a se formar. A jovem estrela HOPS‑315, com menos de 200 mil anos de idade e situada a cerca de 1.300–1.400 anos‑luz da Terra, exibe um disco protoplanetário onde partículas de silicato, formadas a partir de gás de monóxido de silício, estão solidificando – um verdadeiro instante zero da formação planetária.

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A pesquisa, publicada na revista Nature, foi conduzida por uma equipe internacional liderada por Melissa McClure, da Universidade de Leiden, com observações realizadas com o observatório ALMA, no Chile, e o telescópio espacial James Webb. As imagens revelam jatos de monóxido de carbono (em laranja) e jatos de monóxido de silício (em azul), junto a um disco de gás condensando em sólidos – o primeiro “gérmen” de planetas.

“Pela primeira vez, conseguimos identificar o momento mais precoce em que a formação planetária é iniciada”, afirmou McClure . Coautora Merel van ’t Hoff, da Purdue University, comparou a descoberta a “um retrato do nosso sistema solar quando ele estava apenas começando a se formar”.

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Essa fase observada corresponde à formação dos primeiros minerais cristalinos — compostos que se originam nas proximidades da estrela, a temperaturas elevadas, e que posteriormente se aglomeram em corpos cada vez maiores, os planetesimais. Em nosso Sistema Solar, minerais similares foram identificados em meteoritos primitivos, reforçando a conexão entre esse evento cósmico e o nascimento da Terra.

A espectroscopia do James Webb revelou os compostos químicos presentes, enquanto o poder angular do ALMA permitiu visualizar a estrutura do disco – especialmente uma região comparável ao cinturão de asteroides em nosso sistema, tornando-se um laboratório natural para entender a origem de planetas rochosos .

O estudo abre um novo capítulo na astronomia planetária ao captar este momento ímpar e convida a comunidade científica a investigar se fenômenos análogos ocorrem em outras estrelas recém‑formadas, contribuindo para avaliar a frequência de planetas semelhantes à Terra no universo .

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Astrônomos capturam “time zero” da formação planetária em estrela bebê HOPS‑315

Astrônomos, pela primeira vez, flagraram o momento exato em que os primeiros minúsculos grãos que darão origem a planetas começaram a se formar. A jovem estrela HOPS‑315, com menos de 200 mil anos de idade e situada a cerca de 1.300–1.400 anos‑luz da Terra, exibe um disco protoplanetário onde partículas de silicato, formadas a partir de gás de monóxido de silício, estão solidificando – um verdadeiro instante zero da formação planetária.

A pesquisa, publicada na revista Nature, foi conduzida por uma equipe internacional liderada por Melissa McClure, da Universidade de Leiden, com observações realizadas com o observatório ALMA, no Chile, e o telescópio espacial James Webb. As imagens revelam jatos de monóxido de carbono (em laranja) e jatos de monóxido de silício (em azul), junto a um disco de gás condensando em sólidos – o primeiro “gérmen” de planetas.

“Pela primeira vez, conseguimos identificar o momento mais precoce em que a formação planetária é iniciada”, afirmou McClure . Coautora Merel van ’t Hoff, da Purdue University, comparou a descoberta a “um retrato do nosso sistema solar quando ele estava apenas começando a se formar”.

Essa fase observada corresponde à formação dos primeiros minerais cristalinos — compostos que se originam nas proximidades da estrela, a temperaturas elevadas, e que posteriormente se aglomeram em corpos cada vez maiores, os planetesimais. Em nosso Sistema Solar, minerais similares foram identificados em meteoritos primitivos, reforçando a conexão entre esse evento cósmico e o nascimento da Terra.

A espectroscopia do James Webb revelou os compostos químicos presentes, enquanto o poder angular do ALMA permitiu visualizar a estrutura do disco – especialmente uma região comparável ao cinturão de asteroides em nosso sistema, tornando-se um laboratório natural para entender a origem de planetas rochosos .

O estudo abre um novo capítulo na astronomia planetária ao captar este momento ímpar e convida a comunidade científica a investigar se fenômenos análogos ocorrem em outras estrelas recém‑formadas, contribuindo para avaliar a frequência de planetas semelhantes à Terra no universo .

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