A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, participou na segunda-feira, 6, da cerimônia que marcou o lançamento do Observatório Econômico e apresentou os resultados do Censo do Centro Comercial da capital sergipana. O evento ocorreu no Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos e contou com a presença de secretários municipais, técnicos e representantes do setor produtivo.
Em seu discurso, Emília Corrêa afirmou que as novas ferramentas oferecem base concreta para o planejamento estratégico da cidade. “O Observatório transforma números em conhecimento e conhecimento em ação. Com dados concretos, a prefeitura trabalha com previsibilidade, foco e transparência”, declarou.
De acordo com a gestora, o objetivo é diversificar as atividades no Centro, tornando a região um polo cultural, gastronômico, comercial e de convivência. “Vamos movimentar o Centro da cidade para trazer as pessoas de volta, logicamente, com serviços”, reforçou.
Ferramenta reúne dados de diversos setores
O Observatório Econômico reúne indicadores de áreas como educação, saúde e trânsito, fornecendo subsídios para a formulação de políticas públicas. O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, destacou que a plataforma permitirá “uma análise mais firme” do desempenho de cada segmento e apontará caminhos para melhorias.
Censo inédito mapeia 7.489 imóveis
Durante o evento, foram divulgados os dados do Censo do Centro Comercial de Aracaju, que identificou 7.489 imóveis distribuídos em seis setores estratégicos, cobrindo 83 quadras e as principais vias da região. A pesquisa foi realizada por meio de visitas presenciais, entrevistas estruturadas e registro fotográfico, resultando em um panorama detalhado sobre perfil econômico, ocupação e necessidades locais.
O diretor de Estudos Econômicos da Semde, Ytalo Ramos, afirmou que o levantamento atende a uma demanda dos comerciantes e possibilitará políticas públicas mais precisas. Já o secretário Dilermando adiantou que os dados servirão de base para propostas de incentivos a empreendedores interessados em ocupar imóveis vazios no Centro.
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Maurício Vasconcelos, o estudo consolida em números a percepção do setor sobre a necessidade de ações direcionadas. “É um marco na história da Prefeitura tratar o Centro com base em informações concretas, e não no achismo”, declarou.
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