O Censo Demográfico 2022, na publicação “Trabalho e Rendimento”, revela que a renda média mensal de trabalhadores brancos em Sergipe foi de R$ 2.783,40, valor 61% acima dos R$ 1.729,00 recebidos por pessoas pretas. Entre os pardos, o rendimento ficou em R$ 1.962,60. A diferença estadual é ligeiramente superior à média nacional, estimada em 55%.
Ocupação equilibrada, renda desigual
Na semana de referência considerada pelo estudo, 48,2% dos sergipanos com 14 anos ou mais estavam ocupados. O índice foi de 48,4% entre brancos, 47,3% entre pardos e 51,6% entre pretos, indicando distribuição semelhante de postos de trabalho entre os grupos raciais.
Escolaridade dos trabalhadores
Entre as pessoas ocupadas, 17,2% dos brancos possuíam ensino superior completo. O percentual cai para 11% entre pardos e para 9,9% entre pretos. No extremo oposto, 37,2% dos trabalhadores brancos não tinham instrução ou não concluíram o ensino fundamental, proporção que sobe para 42% quando considerados pretos e pardos.
Salários concentrados até três mínimos
O levantamento mostra que 86,8% dos ocupados em Sergipe ganhavam até três salários mínimos. Desse total, 58,4% recebiam até um salário mínimo, proporção alinhada à média do Nordeste (58,2%) e muito acima da nacional (34,3%).
Posição do estado no cenário regional e nacional
Com taxa de ocupação de 48,2% na semana de referência, Sergipe registrou o melhor desempenho do Nordeste, cuja média foi de 45,5%. Ainda assim, o estado ficou abaixo da média brasileira, de 53,5%, ocupando a 16ª posição no ranking nacional.
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