São Paulo, 23 de outubro – Representantes de trabalhadores do setor de saneamento de 15 estados participaram, nesta segunda-feira (23), do Seminário Nacional “Quais os Rumos do Saneamento?”, realizado na capital paulista. O encontro reuniu dirigentes da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fenatema, CTB, CNU, CNTI, Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, ONDAS e federações regionais, com apoio do Sintaema-SP.
Durante o evento, os participantes debateram os impactos do novo marco do saneamento (Lei 14.026/2020), apontado pelas entidades como responsável por tarifações elevadas, demissões em massa e exclusão de populações de baixa renda do acesso à água e ao esgotamento sanitário. O grupo defendeu o fortalecimento das empresas públicas e enfatizou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no fomento a políticas de desenvolvimento nacional, em oposição ao capital financeiro.
Como resultado central, o seminário aprovou por aclamação o Plano Nacional de Lutas 2026. O documento estabelece metas como a revogação da Lei 14.026/2020, a reestatização de companhias privatizadas, a valorização dos serviços públicos de saneamento e o reposicionamento do BNDES para projetos sociais. Também prevê mobilização nacional em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da renovação do Congresso Nacional com foco em políticas públicas voltadas à população.
Segundo as entidades presentes, a privatização do setor não trouxe melhorias onde foi implantada, resultando em aumento de tarifas e precarização dos serviços, especialmente nas periferias. Ao final do encontro, os urbanitários reforçaram o compromisso de manter a mobilização em defesa do saneamento público, considerado direito essencial à vida.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

