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Economia

Governo propõe blindar seguro rural contra cortes e tornar contratação obrigatória para crédito subsidiado

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta terça-feira (11 de novembro de 2025) a intenção de criar novas regras para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Fávaro afirmou que a iniciativa busca garantir recursos permanentes ao seguro e ampliar a […]

12/11/2025 · 07h35
Governo propõe blindar seguro rural contra cortes e tornar contratação obrigatória para crédito subsidiado

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta terça-feira (11 de novembro de 2025) a intenção de criar novas regras para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Fávaro afirmou que a iniciativa busca garantir recursos permanentes ao seguro e ampliar a proteção aos produtores.

Três pilares da proposta

Segundo o titular da Agricultura, o texto em elaboração prevê:

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• proibição de contingenciamento dos valores destinados ao programa;
• expansão do uso do seguro paramétrico, que libera a indenização com base em parâmetros climáticos previamente definidos;
• obrigatoriedade de contratar o seguro para agricultores que obtêm crédito rural com juros subsidiados.

Hoje, o seguro cobre inadimplência em financiamentos agrícolas quando há perdas inesperadas. O ministério calcula cerca de R$ 350 milhões bloqueados por contingenciamentos, valor que a proposta pretende preservar no futuro.

Seguro paramétrico

No modelo paramétrico, índices como volume de chuva ou temperatura acionam automaticamente o pagamento de indenizações, dispensando vistorias na propriedade. Fávaro argumenta que o formato reduz burocracia e garante agilidade em situações de emergência.

“Queremos um orçamento fixo e não contingenciável, para que o produtor tenha segurança de que o seguro funcionará quando mais precisar”, declarou o ministro.

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Contrapartida para crédito subsidiado

A obrigatoriedade do seguro para quem recebe crédito com juros reduzidos pretende evitar endividamento decorrente de quebras de safra e diminuir renegociações com o Tesouro Nacional. “Se o produtor já conta com juros subsidiados, também deve contar com a proteção”, reforçou Fávaro.

Tramitação no Congresso

O governo pretende inserir as mudanças em um projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), já em análise no Congresso, que trata do aperfeiçoamento do programa de subvenção.

Atualmente, a União cobre de 20% a 40% do custo do seguro rural, dependendo da cultura e da região, cabendo ao produtor arcar com o restante. O objetivo é reduzir riscos de perdas e evitar renegociações de dívidas provocadas por eventos climáticos.

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta terça-feira (11 de novembro de 2025) a intenção de criar novas regras para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Fávaro afirmou que a iniciativa busca garantir recursos permanentes ao seguro e ampliar a proteção aos produtores.

Três pilares da proposta

Segundo o titular da Agricultura, o texto em elaboração prevê:

• proibição de contingenciamento dos valores destinados ao programa;
• expansão do uso do seguro paramétrico, que libera a indenização com base em parâmetros climáticos previamente definidos;
• obrigatoriedade de contratar o seguro para agricultores que obtêm crédito rural com juros subsidiados.

Hoje, o seguro cobre inadimplência em financiamentos agrícolas quando há perdas inesperadas. O ministério calcula cerca de R$ 350 milhões bloqueados por contingenciamentos, valor que a proposta pretende preservar no futuro.

Seguro paramétrico

No modelo paramétrico, índices como volume de chuva ou temperatura acionam automaticamente o pagamento de indenizações, dispensando vistorias na propriedade. Fávaro argumenta que o formato reduz burocracia e garante agilidade em situações de emergência.

“Queremos um orçamento fixo e não contingenciável, para que o produtor tenha segurança de que o seguro funcionará quando mais precisar”, declarou o ministro.

Contrapartida para crédito subsidiado

A obrigatoriedade do seguro para quem recebe crédito com juros reduzidos pretende evitar endividamento decorrente de quebras de safra e diminuir renegociações com o Tesouro Nacional. “Se o produtor já conta com juros subsidiados, também deve contar com a proteção”, reforçou Fávaro.

Tramitação no Congresso

O governo pretende inserir as mudanças em um projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), já em análise no Congresso, que trata do aperfeiçoamento do programa de subvenção.

Atualmente, a União cobre de 20% a 40% do custo do seguro rural, dependendo da cultura e da região, cabendo ao produtor arcar com o restante. O objetivo é reduzir riscos de perdas e evitar renegociações de dívidas provocadas por eventos climáticos.

 

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