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Policial

Chefes do Comando Vermelho de outros estados morrem em megaoperação no Rio de Janeiro

Ação da Cúpula da Segurança Pública nos complexos da Penha e do Alemão mirava QG nacional da facção; principal alvo, traficante ‘Doca’, conseguiu escapar. A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro começou a divulgar, na manhã desta sexta-feira (31), a lista de mortos durante a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e […]

31/10/2025 · 18h00 · Atualizado às 19h04
Chefes do Comando Vermelho de outros estados morrem em megaoperação no Rio de Janeiro

Ação da Cúpula da Segurança Pública nos complexos da Penha e do Alemão mirava QG nacional da facção; principal alvo, traficante ‘Doca’, conseguiu escapar.

A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro começou a divulgar, na manhã desta sexta-feira (31), a lista de mortos durante a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. A relação confirma que a ação, que visava desarticular um “QG nacional” do Comando Vermelho (CV), resultou na morte de vários chefes da facção que atuavam em outros estados.

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Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, as comunidades cariocas haviam se tornado o centro de decisão nacional do Comando Vermelho, servindo como base para criminosos de todo o país. “[Nesses locais] são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou o secretário.

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Apesar do balanço, o principal alvo da operação, o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, conseguiu escapar do cerco policial. Doca é considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade, estando na hierarquia da facção abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.

A presença de lideranças de fora do Rio entre os mortos reforça a tese da polícia de que os complexos funcionavam como a base centralizada da organização criminosa.

Chefes de outros estados mortos na operação:

  • Chico Rato (Manaus, AM)
  • Gringo (Manaus, AM)
  • Russo (Vitória, ES)
  • Mazola (Feira de Santana, BA)
  • DG (Bahia)
  • FB (Bahia)
  • Fernando Henrique dos Santos (Goiás)
  • PP (Pará)
  • Rodinha (Itaberaí, GO)

Quem eram os líderes mortos:

  • “Chico Rato” (Amazonas): Douglas Conceição de Souza, 32 anos. Em 2019, foi condenado a 40 anos de prisão pelo homicídio de dois irmãos em Manaus. Era apontado pela polícia amazonense como chefe do tráfico no bairro Tancredo Neves e ligado à antiga facção Família do Norte (FDN), que se aliou ao CV.
  • “Gringo” (Amazonas): Francisco Myller Moreira da Cunha, 32 anos. Era natural do interior do Amazonas e estava foragido da Justiça desde abril de 2024, com mandado de prisão preventiva por homicídio e organização criminosa.
  • “Russo” (Espírito Santo): Alisson Lemos Rocha, 27 anos, também conhecido como “Gordinho do Valão”. Era investigado no Espírito Santo pelo envolvimento em um assassinato em abril de 2025, na Serra (Grande Vitória), e liderava o tráfico no bairro Barro Branco. A Polícia Civil do ES, no entanto, informou que, embora ele atuasse na Serra, não ocupava uma posição de grande destaque na hierarquia da facção no estado.
  • “Mazola” (Bahia): Danilo Ferreira do Amor Divino, natural de Feira de Santana. Foi apontado pela Polícia Civil do Rio como o chefe do tráfico na cidade baiana.
  • “DG” (Bahia): Diogo Garcez Santos Silva, também de Feira de Santana. Tinha passagens por associação para o tráfico e porte ilegal de arma.
  • “FB” (Bahia): Fábio Francisco Santana Sales. Possuía um registro policial por ameaça na cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia.

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Ação da Cúpula da Segurança Pública nos complexos da Penha e do Alemão mirava QG nacional da facção; principal alvo, traficante ‘Doca’, conseguiu escapar.

A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro começou a divulgar, na manhã desta sexta-feira (31), a lista de mortos durante a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. A relação confirma que a ação, que visava desarticular um “QG nacional” do Comando Vermelho (CV), resultou na morte de vários chefes da facção que atuavam em outros estados.

Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, as comunidades cariocas haviam se tornado o centro de decisão nacional do Comando Vermelho, servindo como base para criminosos de todo o país. “[Nesses locais] são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou o secretário.

Apesar do balanço, o principal alvo da operação, o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, conseguiu escapar do cerco policial. Doca é considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade, estando na hierarquia da facção abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.

A presença de lideranças de fora do Rio entre os mortos reforça a tese da polícia de que os complexos funcionavam como a base centralizada da organização criminosa.

Chefes de outros estados mortos na operação:

  • Chico Rato (Manaus, AM)
  • Gringo (Manaus, AM)
  • Russo (Vitória, ES)
  • Mazola (Feira de Santana, BA)
  • DG (Bahia)
  • FB (Bahia)
  • Fernando Henrique dos Santos (Goiás)
  • PP (Pará)
  • Rodinha (Itaberaí, GO)

Quem eram os líderes mortos:

  • “Chico Rato” (Amazonas): Douglas Conceição de Souza, 32 anos. Em 2019, foi condenado a 40 anos de prisão pelo homicídio de dois irmãos em Manaus. Era apontado pela polícia amazonense como chefe do tráfico no bairro Tancredo Neves e ligado à antiga facção Família do Norte (FDN), que se aliou ao CV.
  • “Gringo” (Amazonas): Francisco Myller Moreira da Cunha, 32 anos. Era natural do interior do Amazonas e estava foragido da Justiça desde abril de 2024, com mandado de prisão preventiva por homicídio e organização criminosa.
  • “Russo” (Espírito Santo): Alisson Lemos Rocha, 27 anos, também conhecido como “Gordinho do Valão”. Era investigado no Espírito Santo pelo envolvimento em um assassinato em abril de 2025, na Serra (Grande Vitória), e liderava o tráfico no bairro Barro Branco. A Polícia Civil do ES, no entanto, informou que, embora ele atuasse na Serra, não ocupava uma posição de grande destaque na hierarquia da facção no estado.
  • “Mazola” (Bahia): Danilo Ferreira do Amor Divino, natural de Feira de Santana. Foi apontado pela Polícia Civil do Rio como o chefe do tráfico na cidade baiana.
  • “DG” (Bahia): Diogo Garcez Santos Silva, também de Feira de Santana. Tinha passagens por associação para o tráfico e porte ilegal de arma.
  • “FB” (Bahia): Fábio Francisco Santana Sales. Possuía um registro policial por ameaça na cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia.

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