A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) acontece em Belém (PA) com investimentos superiores a R$ 7 bilhões, segundo o governo federal. O evento, apontado pelo Palácio do Planalto como uma vitrine internacional para a pauta ambiental brasileira, reúne 57 chefes de Estado, o menor número desde 2019.
Entre as ausências mais comentadas estão Estados Unidos, China e Índia — responsáveis por parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa. A falta desses países gera questionamentos sobre a capacidade de o encontro produzir avanços significativos nos próximos anos.
Durante a preparação da conferência, surgiram denúncias de superfaturamento e dispensas de licitação em obras e serviços ligados ao evento. Também houve polêmica em torno das diárias de hotéis na capital paraense, que chegaram a ser apontadas como fator de risco para a realização da cúpula. Dias antes da abertura, os preços foram reduzidos após queda na procura e ocupação em torno de 50 % em alguns estabelecimentos.
A principal resolução anunciada até o momento é a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, assinada por 43 países e pela União Europeia. O documento associa o enfrentamento das desigualdades sociais às políticas de adaptação climática.
Embora o governo federal destaque benefícios de infraestrutura para a população local, analistas ouvidos ao longo da preparação do evento apontam risco de que parte das novas estruturas se torne subutilizada após a conferência.
Com as discussões programadas até o fim da cúpula, Belém segue como palco de negociações climáticas sob atenção à participação reduzida de líderes globais e ao impacto dos gastos públicos.
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