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Cultura

Longa “O Último Azul” lota Cine Trianon no segundo dia do Fasc

No fim da tarde desta sexta-feira, 21, o Cine Trianon, em São Cristóvão (SE), recebeu público acima da capacidade para assistir ao longa-metragem convidado “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro. A exibição integra a programação oficial do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc). Com duração de 90 minutos e classificação de 14 […]

22/11/2025 · 13h22
Longa “O Último Azul” lota Cine Trianon no segundo dia do Fasc

No fim da tarde desta sexta-feira, 21, o Cine Trianon, em São Cristóvão (SE), recebeu público acima da capacidade para assistir ao longa-metragem convidado “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro. A exibição integra a programação oficial do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc).

Com duração de 90 minutos e classificação de 14 anos, o filme apresenta a história de Tereza, 77 anos, que se opõe a um projeto governamental que pretende transferir idosos para colônias isoladas. A partir dessa resistência, a personagem inicia uma jornada pela Amazônia, gerando fortes reações e debates entre os presentes.

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As 110 poltronas do Trianon foram ocupadas, e cerca de 20 pessoas acompanharam a sessão sentadas no chão ou em pé. Segundo o coordenador do espaço, Neto Astério, a procura confirma o interesse do público pela linguagem cinematográfica dentro do festival, que este ano exibe 30 obras — 29 delas sergipanas — e mantém a tradição de convidar um longa nacional em destaque.

Um dos atrativos do evento foi a presença do ator Adanilo Costa, manauara e indígena, integrante do elenco. Ele ressaltou que o filme foi rodado integralmente no Amazonas, em três municípios, com equipe e atores majoritariamente locais. “Trazer um pouco da nossa cultura para um festival deste porte é uma honra”, afirmou.

Após a projeção, Costa conversou com o público em debate mediado por Wesley Pereira de Castro, pesquisador de cinema e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O ator relatou desafios de preparação, comentou sua trajetória em produções como “Noites Indígenas” e “Marighella” e destacou a importância da representação indígena no audiovisual.

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Estudantes da UFS também avaliaram a sessão. Para Maiara Quaranta, de Ciências Sociais, a experiência foi “indescritível” por possibilitar contato com contextos culturais pouco acessíveis. A colega Felicia Clark Nunes Teles destacou a gratuidade do evento e a relevância de discutir o envelhecimento feminino a partir da obra.

Sobre o Festival

Realizado desde a década de 1970 e retomado em 2017 após um hiato iniciado em 2005, o Fasc é considerado um dos maiores encontros culturais do Nordeste. A programação ocupa o Centro Histórico e bairros de São Cristóvão com música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e outras linguagens.

A edição atual conta com apresentação do Ministério da Cultura e realização da Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e do Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa). O evento tem parceria do Governo de Sergipe, via Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), além de patrocínio de empresas e apoio de instituições privadas.

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No fim da tarde desta sexta-feira, 21, o Cine Trianon, em São Cristóvão (SE), recebeu público acima da capacidade para assistir ao longa-metragem convidado “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro. A exibição integra a programação oficial do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc).

Com duração de 90 minutos e classificação de 14 anos, o filme apresenta a história de Tereza, 77 anos, que se opõe a um projeto governamental que pretende transferir idosos para colônias isoladas. A partir dessa resistência, a personagem inicia uma jornada pela Amazônia, gerando fortes reações e debates entre os presentes.

As 110 poltronas do Trianon foram ocupadas, e cerca de 20 pessoas acompanharam a sessão sentadas no chão ou em pé. Segundo o coordenador do espaço, Neto Astério, a procura confirma o interesse do público pela linguagem cinematográfica dentro do festival, que este ano exibe 30 obras — 29 delas sergipanas — e mantém a tradição de convidar um longa nacional em destaque.

Um dos atrativos do evento foi a presença do ator Adanilo Costa, manauara e indígena, integrante do elenco. Ele ressaltou que o filme foi rodado integralmente no Amazonas, em três municípios, com equipe e atores majoritariamente locais. “Trazer um pouco da nossa cultura para um festival deste porte é uma honra”, afirmou.

Após a projeção, Costa conversou com o público em debate mediado por Wesley Pereira de Castro, pesquisador de cinema e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O ator relatou desafios de preparação, comentou sua trajetória em produções como “Noites Indígenas” e “Marighella” e destacou a importância da representação indígena no audiovisual.

Estudantes da UFS também avaliaram a sessão. Para Maiara Quaranta, de Ciências Sociais, a experiência foi “indescritível” por possibilitar contato com contextos culturais pouco acessíveis. A colega Felicia Clark Nunes Teles destacou a gratuidade do evento e a relevância de discutir o envelhecimento feminino a partir da obra.

Sobre o Festival

Realizado desde a década de 1970 e retomado em 2017 após um hiato iniciado em 2005, o Fasc é considerado um dos maiores encontros culturais do Nordeste. A programação ocupa o Centro Histórico e bairros de São Cristóvão com música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e outras linguagens.

A edição atual conta com apresentação do Ministério da Cultura e realização da Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e do Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa). O evento tem parceria do Governo de Sergipe, via Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), além de patrocínio de empresas e apoio de instituições privadas.

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