Deputado federal dispara críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal e classifica detenção de Jair Bolsonaro como sintoma político, e não como ato jurídico legítimo.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se neste sábado sobre a prisão preventiva decretada para o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que jamais “existiu uma pessoa tão perseguida” quanto ele.
Ferreira condenou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a detenção, classificando-a não como um ato jurídico, mas sim como “um sintoma político de algo muito mais grave”.
No vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar criticou o magistrado, acusando-o de ter “mente doentia” e de transformar o sistema de justiça em instrumento de perseguição ideológica.
Ferreira destacou também que a prisão foi decretada no dia 22 — número da última eleição de Bolsonaro — e lembrou que Moraes havia aplicado multa de R$ 22 milhões ao PL por litigância de má-fé nas eleições de 2022.
Quanto aos fundamentos da prisão preventiva: Moraes justificou a medida citando risco de fuga, a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por Bolsonaro e mobilização de apoiadores convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante a visita que fez a Bolsonaro na prisão domiciliar na sexta-feira, Ferreira afirmou que “alguém quer ver o Bolsonaro morto”, alegando que o ex-presidente não sobreviveria em cadeia.
Para Ferreira, “o que está em jogo não é um político, é a fronteira entre a civilização e a tirania”, e convocou os apoiadores de Bolsonaro com o lema “Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos”, afirmando que não se vai retroceder nem um milímetro.
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