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Policial

Operação “Falso Advogado” prende quatro suspeitos de fraude da falsa indenização judicial

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou a Operação Falso Advogado e prendeu quatro pessoas acusadas de aplicar golpes de falsa indenização judicial. As detenções ocorreram em Santos (SP) e na Região Metropolitana de Fortaleza (CE) e foram divulgadas nesta quarta-feira, 26. A ação foi conduzida pela Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e pelo […]

26/11/2025 · 19h40 · Atualizado às 19h02
Operação “Falso Advogado” prende quatro suspeitos de fraude da falsa indenização judicial

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou a Operação Falso Advogado e prendeu quatro pessoas acusadas de aplicar golpes de falsa indenização judicial. As detenções ocorreram em Santos (SP) e na Região Metropolitana de Fortaleza (CE) e foram divulgadas nesta quarta-feira, 26.

A ação foi conduzida pela Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), com apoio das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará, além da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).

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Golpe movimentou cerca de R$ 90 mil

As investigações começaram depois que uma vítima procurou a DRCC afirmando ter transferido aproximadamente R$ 90 mil aos golpistas. Segundo o relato, os suspeitos se apresentavam como advogados e diziam que ela teria vencido um processo judicial. Para liberar a suposta indenização, exigiam o pagamento de “taxas”, “impostos” e “custas processuais”, levando a diversas transferências bancárias.

Atuação interestadual

De acordo com o delegado Érico Xavier, a organização criminosa operava em pelo menos quatro estados — Tocantins, Mato Grosso, Pernambuco e Rondônia. O método era sempre o mesmo: uso de identidades falsas, contato por aplicativos de mensagem e cobrança antecipada de valores sob a justificativa de trâmites judiciais.

A identificação dos suspeitos permitiu a expedição de mandados de prisão e a coleta de material que permanece sob análise policial.

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Alerta à população

O diretor do Depatri, delegado André Baronto, reforçou que nenhuma indenização legítima exige depósito prévio. Ele orienta que qualquer cobrança desse tipo seja verificada com o profissional que acompanha o processo ou diretamente nos órgãos judiciais.

Ações da OAB/SE

Há cerca de seis meses, a Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) criou uma comissão específica para combater esse tipo de fraude. Segundo o procurador-geral da entidade, Leonardo Oliveira, foram elaborados materiais educativos, como cartilhas, para orientar advogados e clientes. A OAB/SE também disponibilizou um canal de denúncias em seu site.

Operação Nacional Renorcrim

O caso integra a 3ª fase da Operação Nacional Renorcrim, que reúne Polícias Civis de todo o país no enfrentamento ao crime organizado e reforça a integração entre as forças de segurança estaduais.

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A Polícia Civil de Sergipe deflagrou a Operação Falso Advogado e prendeu quatro pessoas acusadas de aplicar golpes de falsa indenização judicial. As detenções ocorreram em Santos (SP) e na Região Metropolitana de Fortaleza (CE) e foram divulgadas nesta quarta-feira, 26.

A ação foi conduzida pela Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), com apoio das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará, além da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).

Golpe movimentou cerca de R$ 90 mil

As investigações começaram depois que uma vítima procurou a DRCC afirmando ter transferido aproximadamente R$ 90 mil aos golpistas. Segundo o relato, os suspeitos se apresentavam como advogados e diziam que ela teria vencido um processo judicial. Para liberar a suposta indenização, exigiam o pagamento de “taxas”, “impostos” e “custas processuais”, levando a diversas transferências bancárias.

Atuação interestadual

De acordo com o delegado Érico Xavier, a organização criminosa operava em pelo menos quatro estados — Tocantins, Mato Grosso, Pernambuco e Rondônia. O método era sempre o mesmo: uso de identidades falsas, contato por aplicativos de mensagem e cobrança antecipada de valores sob a justificativa de trâmites judiciais.

A identificação dos suspeitos permitiu a expedição de mandados de prisão e a coleta de material que permanece sob análise policial.

Alerta à população

O diretor do Depatri, delegado André Baronto, reforçou que nenhuma indenização legítima exige depósito prévio. Ele orienta que qualquer cobrança desse tipo seja verificada com o profissional que acompanha o processo ou diretamente nos órgãos judiciais.

Ações da OAB/SE

Há cerca de seis meses, a Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) criou uma comissão específica para combater esse tipo de fraude. Segundo o procurador-geral da entidade, Leonardo Oliveira, foram elaborados materiais educativos, como cartilhas, para orientar advogados e clientes. A OAB/SE também disponibilizou um canal de denúncias em seu site.

Operação Nacional Renorcrim

O caso integra a 3ª fase da Operação Nacional Renorcrim, que reúne Polícias Civis de todo o país no enfrentamento ao crime organizado e reforça a integração entre as forças de segurança estaduais.

 

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