O Festival do Caranguejo termina na noite desta terça-feira na Orla de Atalaia, em Aracaju, consolidando o crustáceo como símbolo da identidade gastronômica sergipana. O ex-senador e médico Eduardo Amorim destacou que o caranguejo faz parte da memória afetiva dos 2,3 milhões de habitantes do estado e também dos turistas que visitam Sergipe.
Recentemente, o caranguejo-uçá (Ucides cordatus) foi reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial de Sergipe, reforçando seu peso histórico e social. A coleta do animal segue como fonte de subsistência para comunidades ribeirinhas e impulsiona o turismo gastronômico local.
Atração turística permanente
A Passarela do Caranguejo, ponto turístico na própria Orla de Atalaia, confirma a relevância do crustáceo no roteiro de visitantes. “A gente fortalece nossas tradições, a cultura e ainda fomenta a economia”, afirmou Amorim, que relatou ter passado a apreciar o prato por influência da esposa e hoje costuma conversar com vendedoras que sustentam a família há mais de meio século por meio da comercialização do caranguejo.
Festival diversifica receitas
Promovido pela Prefeitura de Aracaju, o festival apresenta receitas como hambúrguer, pizza, comida japonesa e risoto, todas tendo o caranguejo como ingrediente principal. Para Amorim, a iniciativa valoriza o produto regional e apresenta novas formas de consumo ao público.
Na última noite do evento, a organização estima público superior a cinco mil pessoas para experimentar os pratos e acompanhar as atrações musicais e artísticas. Amorim ressaltou a boa estrutura, a segurança e a variedade de opções oferecidas, afirmando esperar pela próxima edição.
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