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Educação

Produção científica no Brasil avança 4,5% em 2024, mostra relatório

A produção científica brasileira voltou a subir em 2024, após dois anos consecutivos de queda. Segundo relatório da editora científica Elsevier em parceria com a Agência Bori, foram publicados 73.000 artigos no ano, volume 4,5% superior ao de 2023.

18/12/2025 · 11h17
Produção científica no Brasil avança 4,5% em 2024, mostra relatório

A produção científica brasileira voltou a subir em 2024, após dois anos consecutivos de queda. Segundo relatório da editora científica Elsevier em parceria com a Agência Bori, foram publicados 73.000 artigos no ano, volume 4,5% superior ao de 2023.

Apesar da recuperação, o total ainda é menor que o registrado em 2021, quando 82.440 trabalhos foram divulgados. O estudo utiliza dados da base Scopus, que reúne mais de 100 milhões de publicações revisadas por pares em ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais, artes e humanidades.

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Mais pesquisadores em atividade

O levantamento indica crescimento expressivo na participação de autores brasileiros nas últimas duas décadas. Em 2004, havia 205 pesquisadores publicando a cada 1 milhão de habitantes; em 2023, a proporção subiu para 932 por milhão.

Desempenho por áreas

As ciências da natureza continuam liderando o volume de artigos no país, seguidas pelas ciências médicas. Contudo, o maior incremento em 2024 ocorreu em engenharias e tecnologias, que avançaram 7,1% ante o ano anterior.

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Instituições em destaque

Entre 32 instituições brasileiras com mais de 1.000 artigos publicados em 2024, 29 aumentaram sua produção. Destacam-se as universidades federais de Pelotas, de Santa Catarina e do Espírito Santo. Já a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Estadual de Maringá e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) registraram retração.

Cenário internacional

O relatório avaliou 54 países que publicam mais de 10 mil artigos por ano. Entre 2023 e 2024, apenas Rússia e Ucrânia não tiveram crescimento. A taxa de crescimento composta entre 2014 e 2024 é inferior a 5% nas nações de alta renda, enquanto países de renda média e baixa apresentam índices mais elevados.

Iraque, Indonésia e Etiópia lideraram o aumento no período analisado, enquanto França, Japão e Taiwan figuraram entre os menores avanços. O Brasil aparece na 39ª posição, com desempenho semelhante a Suíça e Coreia do Sul. De 2006 a 2014, a expansão brasileira rondava 12% ao ano, mas desacelerou a partir de 2016; no intervalo de dez anos encerrado em 2014, o crescimento acumulado foi de 3,4%.

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A produção científica brasileira voltou a subir em 2024, após dois anos consecutivos de queda. Segundo relatório da editora científica Elsevier em parceria com a Agência Bori, foram publicados 73.000 artigos no ano, volume 4,5% superior ao de 2023.

Apesar da recuperação, o total ainda é menor que o registrado em 2021, quando 82.440 trabalhos foram divulgados. O estudo utiliza dados da base Scopus, que reúne mais de 100 milhões de publicações revisadas por pares em ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais, artes e humanidades.

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O levantamento indica crescimento expressivo na participação de autores brasileiros nas últimas duas décadas. Em 2004, havia 205 pesquisadores publicando a cada 1 milhão de habitantes; em 2023, a proporção subiu para 932 por milhão.

Desempenho por áreas

As ciências da natureza continuam liderando o volume de artigos no país, seguidas pelas ciências médicas. Contudo, o maior incremento em 2024 ocorreu em engenharias e tecnologias, que avançaram 7,1% ante o ano anterior.

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Entre 32 instituições brasileiras com mais de 1.000 artigos publicados em 2024, 29 aumentaram sua produção. Destacam-se as universidades federais de Pelotas, de Santa Catarina e do Espírito Santo. Já a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Estadual de Maringá e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) registraram retração.

Cenário internacional

O relatório avaliou 54 países que publicam mais de 10 mil artigos por ano. Entre 2023 e 2024, apenas Rússia e Ucrânia não tiveram crescimento. A taxa de crescimento composta entre 2014 e 2024 é inferior a 5% nas nações de alta renda, enquanto países de renda média e baixa apresentam índices mais elevados.

Iraque, Indonésia e Etiópia lideraram o aumento no período analisado, enquanto França, Japão e Taiwan figuraram entre os menores avanços. O Brasil aparece na 39ª posição, com desempenho semelhante a Suíça e Coreia do Sul. De 2006 a 2014, a expansão brasileira rondava 12% ao ano, mas desacelerou a partir de 2016; no intervalo de dez anos encerrado em 2014, o crescimento acumulado foi de 3,4%.

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