Aracaju ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 200 mil trabalhadores com carteira assinada. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que a capital sergipana reuniu 200.841 vínculos formais até novembro deste ano.
O desempenho acompanha o recuo do desemprego na cidade, que atingiu 6% no terceiro trimestre, o menor patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.
Evolução em 11 meses
Quando a prefeita Emília Corrêa assumiu a administração municipal, Aracaju contava com 192.246 carteiras assinadas. Em 11 meses, o saldo subiu 8.595 postos, crescimento de 4,47%, acima da média nacional de 4,01% no mesmo intervalo.
Meses com maior saldo
Setembro liderou a criação de vagas em 2025, com 1.797 novos empregos. Em seguida aparecem abril (1.624) e fevereiro (1.324).
Setores em destaque
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, três grandes segmentos fecharam com saldo positivo:
- Serviços: 4.426 vagas
- Construção: 3.199 vagas
- Comércio: 1.480 vagas
Considerando o estoque total de empregos formais, o setor de serviços também permanece na frente, com 121.841 vínculos, à frente de comércio (42.198), construção (24.683), indústria (11.526) e agropecuária (599).
Desempenho de novembro
Somente em novembro, foram 6.958 admissões e 5.821 desligamentos, resultando em saldo positivo de 1.137 vagas, repetindo o resultado de agosto. Homens ocuparam 4.047 dos novos postos, enquanto mulheres responderam por 2.881 vagas.
Pessoas com ensino médio completo foram as mais contratadas, com 4.920 vínculos. Jovens de 18 a 24 anos apresentaram o maior saldo no mês, com 1.975 vagas.
Qualificação e atração de investimentos
A presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Melissa Rollemberg, atribuiu o resultado às ações de capacitação: “Os mais de 200 mil vínculos refletem uma gestão que escuta e qualifica a mão de obra que as empresas precisam”.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), Dilermando Júnior, ressaltou que o ambiente favorável à atração de empresas e à capacitação profissional sustenta o avanço: “Aracaju é hoje a capital nordestina com melhor qualidade de vida, o que impacta diretamente no crescimento econômico”.
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