Pesquisas realizadas em instituições públicas do país apontam resultados positivos no uso de medicamentos à base de Cannabis para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O TEA costuma envolver ausência de contato visual, padrões de comportamento restritos e repetitivos, sensibilidade acentuada a estímulos, atrasos na fala e, em alguns casos, agressividade. Esses fatores dificultam o convívio social e reforçam a busca por terapias seguras e contínuas.
Hospital Universitário de Brasília
Entre 2022 e 2024, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) acompanhou 30 pacientes de cinco a 18 anos, diagnosticados com autismo moderado a grave. Segundo o estudo, 70% dos participantes apresentaram melhora após o tratamento com canabidiol. Foram registrados avanços em habilidades comunicativas, atenção, aprendizagem e contato visual, além de redução da agressividade e irritabilidade. Os pesquisadores também observaram ganho na qualidade de vida geral.
Universidade Federal da Paraíba
Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), um ensaio clínico duplo-cego avaliou 60 crianças de cinco a 11 anos durante 12 semanas. Metade recebeu um produto rico em canabidiol; a outra metade utilizou placebo. Ao final, o grupo tratado demonstrou progresso no raciocínio visuoperceptivo, coordenação motora, reconhecimento de expressões faciais e teoria da mente, com poucos efeitos adversos relatados.
Outros trabalhos, concluídos ou em andamento, têm apresentado resultados semelhantes, reforçando o potencial do tratamento com Cannabis medicinal para crianças e adolescentes com TEA.
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