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Trump eleva o tom após ofensiva na Venezuela e sinaliza nova ação militar na América Latina

Após a ofensiva militar dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a adotar um discurso duro e provocativo contra países da América Latina. Em declarações feitas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma possível operação militar contra a Colômbia “soa bem”.

05/01/2026 · 00h44 · Atualizado às 18h56
Trump eleva o tom após ofensiva na Venezuela e sinaliza nova ação militar na América Latina

Presidente dos EUA menciona Colômbia e México, comenta situação de Cuba e afirma que Washington está “no comando” da Venezuela após captura de Nicolás Maduro

Após a ofensiva militar dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a adotar um discurso duro e provocativo contra países da América Latina. Em declarações feitas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma possível operação militar contra a Colômbia “soa bem”.

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O republicano criticou diretamente o presidente colombiano Gustavo Petro, a quem chamou de “homem doente”, associando o governo do país à produção e ao tráfico de cocaína com destino aos Estados Unidos. Em outubro de 2025, a gestão Trump já havia imposto sanções contra Petro, intensificando a crise diplomática entre os dois países.

Questionado por jornalistas sobre a real possibilidade de uma ação militar, Trump foi direto: “Soa bem para mim”. Além da Colômbia, o presidente também direcionou críticas ao México, afirmando que o país “precisa se organizar” e que os EUA “têm que fazer alguma coisa” em relação ao governo mexicano.

Sobre Cuba, Trump adotou um tom diferente, afirmando que uma intervenção militar provavelmente não será necessária, já que, segundo ele, o país estaria prestes a entrar em colapso. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou.

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Mudança no comando da Venezuela

Após a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela, por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, com respaldo das Forças Armadas. O mandato interino foi estabelecido por um período inicial de 90 dias, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa e a defesa do país.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela neste momento, enquanto dialogam com a nova liderança em Caracas. Ao ser pressionado sobre quem, de fato, governa o país, respondeu de forma ambígua, mas enfática: “Isso significa que nós estamos no comando”.

‘Quarentena do petróleo’ e tom cauteloso

Em contraste com as declarações do presidente, o secretário de Estado Marco Rubio adotou um discurso mais moderado. Ele afirmou que os EUA não terão papel direto na administração diária da Venezuela, limitando-se à manutenção da chamada “quarentena do petróleo”, já em vigor contra navios-tanque sancionados.

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Segundo Rubio, a medida é um instrumento de pressão para promover mudanças políticas, tanto na gestão da indústria petrolífera quanto no combate ao tráfico de drogas. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere”, explicou o secretário em entrevista à CBS.

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Presidente dos EUA menciona Colômbia e México, comenta situação de Cuba e afirma que Washington está “no comando” da Venezuela após captura de Nicolás Maduro

Após a ofensiva militar dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a adotar um discurso duro e provocativo contra países da América Latina. Em declarações feitas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma possível operação militar contra a Colômbia “soa bem”.

O republicano criticou diretamente o presidente colombiano Gustavo Petro, a quem chamou de “homem doente”, associando o governo do país à produção e ao tráfico de cocaína com destino aos Estados Unidos. Em outubro de 2025, a gestão Trump já havia imposto sanções contra Petro, intensificando a crise diplomática entre os dois países.

Questionado por jornalistas sobre a real possibilidade de uma ação militar, Trump foi direto: “Soa bem para mim”. Além da Colômbia, o presidente também direcionou críticas ao México, afirmando que o país “precisa se organizar” e que os EUA “têm que fazer alguma coisa” em relação ao governo mexicano.

Sobre Cuba, Trump adotou um tom diferente, afirmando que uma intervenção militar provavelmente não será necessária, já que, segundo ele, o país estaria prestes a entrar em colapso. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou.

Mudança no comando da Venezuela

Após a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela, por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, com respaldo das Forças Armadas. O mandato interino foi estabelecido por um período inicial de 90 dias, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa e a defesa do país.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela neste momento, enquanto dialogam com a nova liderança em Caracas. Ao ser pressionado sobre quem, de fato, governa o país, respondeu de forma ambígua, mas enfática: “Isso significa que nós estamos no comando”.

‘Quarentena do petróleo’ e tom cauteloso

Em contraste com as declarações do presidente, o secretário de Estado Marco Rubio adotou um discurso mais moderado. Ele afirmou que os EUA não terão papel direto na administração diária da Venezuela, limitando-se à manutenção da chamada “quarentena do petróleo”, já em vigor contra navios-tanque sancionados.

Segundo Rubio, a medida é um instrumento de pressão para promover mudanças políticas, tanto na gestão da indústria petrolífera quanto no combate ao tráfico de drogas. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere”, explicou o secretário em entrevista à CBS.

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