O Governo de Sergipe encerrou 2025 com a maior arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos últimos três anos entre empresas participantes do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O montante recolhido chegou a R$ 278 milhões, superando os R$ 206 milhões contabilizados em 2024 e os R$ 201 milhões de 2023.
Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o PSDI combina incentivos fiscais, locacionais e de infraestrutura para atrair novos empreendimentos e ampliar operações já instaladas no estado.
Recursos retornam à sociedade
Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, os valores arrecadados se traduzem em serviços públicos, melhorias de infraestrutura e ações voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, o que contribui para geração de emprego e renda em Sergipe.
Incentivo fiscal
O programa concede redução entre 92% e 93,8% do ICMS devido pelas indústrias participantes. Mesmo com o desconto, os resultados apontam a relevância econômica dos empreendimentos apoiados. O levantamento considera apenas o ICMS; tributos sobre consumo e renda ligados à cadeia produtiva não foram incluídos.
Suporte locacional e de infraestrutura
Além do abatimento fiscal, o PSDI oferece galpões, áreas industriais e melhorias de infraestrutura. Entre as empresas atraídas está o Grupo Piracanjuba, instalado em Nossa Senhora da Glória após assumir ativos da Natulact. Para o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da companhia, Marcelo Costa Martins, o pacote de incentivos foi decisivo para a escolha do município.
O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, destaca que a atuação em núcleos e distritos industriais distribui o desenvolvimento pelo estado, acelerando a implantação de fábricas e gerando empregos.
Atualmente, mais de 330 empresas usufruem dos benefícios do PSDI, responsáveis por mais de 32 mil postos de trabalho diretos em Sergipe. A concessão dos incentivos depende de aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), ligado à Sedetec, que define prazos para início das operações, com possibilidade de prorrogação ou cancelamento.
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