Presidente brasileiro critica “lei do mais forte” e condiciona apoio à iniciativa de Trump a pautas humanitárias em Gaza. Visita a Washington deve ocorrer após giros na Ásia.
BRASÍLIA / WASHINGTON – O diálogo, embora cordial segundo as notas oficiais, expôs as divergências de visão sobre a soberania internacional. Enquanto Trump busca consolidar sua influência após a retirada de Nicolás Maduro do poder, Lula tenta reafirmar o Brasil como um mediador independente e defensor das instituições multilaterais.
A Questão Venezuela
Lula reiterou a Trump o que já vinha declarando publicamente: a condenação ao uso da força militar e a preocupação com o “rasgar da Carta da ONU”.
- Foco Brasileiro: Paz, estabilidade regional e o bem-estar do povo venezuelano.
- Foco Americano: Consolidação do governo interino e manutenção da custódia de Maduro em solo americano.
O “Conselho da Paz” de Trump
Trump convidou o Brasil para integrar seu novo Conselho da Paz. Contudo, o governo brasileiro sinalizou que não tem pressa em aceitar o convite nos termos atuais.
- A Contraproposta de Lula: O presidente brasileiro sugeriu que o órgão foque na crise humanitária na Faixa de Gaza e inclua a Palestina nos debates.
- Barreira Diplomática: O Itamaraty resiste à ideia de aderir a um estatuto “pronto e unilateral” escrito por Washington, onde os EUA detêm a presidência fixa.
Economia e Tarifas
Apesar das divergências geopolíticas, o campo econômico apresentou sinais positivos:
- Perspectivas: Ambos avaliaram que o crescimento das duas maiores economias das Américas beneficia a região.
- Comércio: Destacou-se o avanço na retirada de tarifas sobre produtos brasileiros, um gesto de Trump para manter o Brasil em sua esfera de influência comercial.
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