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Juros elevados travam desempenho industrial no fim de 2025, aponta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) atribuiu à Taxa Selic de 15% ao ano a estagnação do setor industrial no encerramento de 2025. A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (3) após a publicação da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

04/02/2026 · 10h55
Juros elevados travam desempenho industrial no fim de 2025, aponta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) atribuiu à Taxa Selic de 15% ao ano a estagnação do setor industrial no encerramento de 2025. A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (3) após a publicação da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crédito caro e demanda fraca

Segundo a CNI, o prolongado ciclo de juros elevados encareceu o crédito, reduziu o ímpeto de consumo e inibiu investimentos. A entidade acrescenta que a demanda interna continuou insuficiente, enquanto a entrada de produtos importados avançou, ocupando espaço no mercado doméstico.

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Para o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, o impacto dos juros foi “enorme”. Ele lembrou que, em 2024, quando a Selic estava menor, a procura interna por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais que o observado até novembro de 2025.

Estoque elevado e recuo na fabricação

A perda de ritmo resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% da produção da indústria de transformação, que converte matérias-primas em bens finais.

Pressão externa

A análise da confederação também destaca que as importações de bens de consumo subiram 15,6% em 2025. Enquanto a produção nacional desacelerava, os itens estrangeiros preenchiam o vácuo, dificultando a recuperação das fábricas ao longo dos dois semestres do ano passado.

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Confiança em baixa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela própria CNI, registrou em janeiro o pior resultado para o mês em uma década. O indicador permanece abaixo dos 50 pontos – limite que separa otimismo de pessimismo – há 13 meses, sinalizando hesitação em novos investimentos e contratações.

Risco ao crescimento

Para a CNI, sem mudanças na política de juros e estímulo à demanda interna, o desempenho econômico de 2026 corre risco. A entidade teme que a inércia produtiva contamine outros segmentos da economia.

Números do IBGE

A pesquisa do IBGE confirmou o arrefecimento do setor: a produção industrial cresceu apenas 0,6% em 2025, após avanço de 3,1% em 2024. A retração ganhou força no segundo semestre, período que coincidiu com o aperto monetário.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) atribuiu à Taxa Selic de 15% ao ano a estagnação do setor industrial no encerramento de 2025. A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (3) após a publicação da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crédito caro e demanda fraca

Segundo a CNI, o prolongado ciclo de juros elevados encareceu o crédito, reduziu o ímpeto de consumo e inibiu investimentos. A entidade acrescenta que a demanda interna continuou insuficiente, enquanto a entrada de produtos importados avançou, ocupando espaço no mercado doméstico.

Para o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, o impacto dos juros foi “enorme”. Ele lembrou que, em 2024, quando a Selic estava menor, a procura interna por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais que o observado até novembro de 2025.

Estoque elevado e recuo na fabricação

A perda de ritmo resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% da produção da indústria de transformação, que converte matérias-primas em bens finais.

Pressão externa

A análise da confederação também destaca que as importações de bens de consumo subiram 15,6% em 2025. Enquanto a produção nacional desacelerava, os itens estrangeiros preenchiam o vácuo, dificultando a recuperação das fábricas ao longo dos dois semestres do ano passado.

Confiança em baixa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela própria CNI, registrou em janeiro o pior resultado para o mês em uma década. O indicador permanece abaixo dos 50 pontos – limite que separa otimismo de pessimismo – há 13 meses, sinalizando hesitação em novos investimentos e contratações.

Risco ao crescimento

Para a CNI, sem mudanças na política de juros e estímulo à demanda interna, o desempenho econômico de 2026 corre risco. A entidade teme que a inércia produtiva contamine outros segmentos da economia.

Números do IBGE

A pesquisa do IBGE confirmou o arrefecimento do setor: a produção industrial cresceu apenas 0,6% em 2025, após avanço de 3,1% em 2024. A retração ganhou força no segundo semestre, período que coincidiu com o aperto monetário.

 

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