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Saúde

Fundo Rio Doce destinou R$ 985 milhões à saúde de Minas Gerais e Espírito Santo em 2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (5) que repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce, em 2025, para financiar ações de saúde em Minas Gerais e no Espírito Santo. Os dois estados foram diretamente afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 5 de […]

06/02/2026 · 11h39
Fundo Rio Doce destinou R$ 985 milhões à saúde de Minas Gerais e Espírito Santo em 2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (5) que repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce, em 2025, para financiar ações de saúde em Minas Gerais e no Espírito Santo. Os dois estados foram diretamente afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 5 de novembro de 2015.

Os investimentos fazem parte do Novo Acordo do Rio Doce, homologado em novembro de 2024, voltado à reparação dos danos resultantes do desastre ambiental que liberou cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos ao longo de 633 quilômetros da Bacia do Rio Doce, provocando a morte de 19 pessoas e impactos em 49 municípios mineiros e capixabas.

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Ações previstas

Do total de R$ 12 bilhões reservados pelo acordo para a saúde, R$ 11,32 bilhões serão administrados pelo BNDES dentro do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Saúde. Os R$ 684 milhões restantes ficarão sob responsabilidade dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O programa contempla 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Entre as iniciativas já anunciadas estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso, do Hospital Universitário de Mariana (ligado à Universidade Federal de Ouro Preto), do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição a Substâncias Químicas.

Distribuição dos recursos

Dos R$ 11,32 bilhões do programa, R$ 815,8 milhões serão executados diretamente pelo Ministério da Saúde; R$ 1,8 bilhão financiará planos municipais de saúde; R$ 300,2 milhões custearão pesquisas e análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e R$ 8,4 bilhões formarão um fundo patrimonial destinado a ações de longo prazo para fortalecer a rede pública de saúde na região.

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Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos “contribuem de forma decisiva para a reestruturação da rede pública de saúde”. Já o gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce no Ministério da Saúde, Sergio Rossi, destacou que os investimentos reforçarão a vigilância em saúde e a capacidade de resposta nos municípios atingidos.

O Novo Acordo foi firmado pela União, pelos governos de Minas Gerais e Espírito Santo, pela Samarco, pelas acionistas Vale e BHP Billiton e por instituições de Justiça. O valor global é de R$ 170 bilhões, dos quais R$ 49,1 bilhões destinam-se a ações da União e são aportados no Fundo Rio Doce, administrado pelo BNDES.

Com informações de Agência Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (5) que repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce, em 2025, para financiar ações de saúde em Minas Gerais e no Espírito Santo. Os dois estados foram diretamente afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 5 de novembro de 2015.

Os investimentos fazem parte do Novo Acordo do Rio Doce, homologado em novembro de 2024, voltado à reparação dos danos resultantes do desastre ambiental que liberou cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos ao longo de 633 quilômetros da Bacia do Rio Doce, provocando a morte de 19 pessoas e impactos em 49 municípios mineiros e capixabas.

Ações previstas

Do total de R$ 12 bilhões reservados pelo acordo para a saúde, R$ 11,32 bilhões serão administrados pelo BNDES dentro do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Saúde. Os R$ 684 milhões restantes ficarão sob responsabilidade dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O programa contempla 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Entre as iniciativas já anunciadas estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso, do Hospital Universitário de Mariana (ligado à Universidade Federal de Ouro Preto), do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição a Substâncias Químicas.

Distribuição dos recursos

Dos R$ 11,32 bilhões do programa, R$ 815,8 milhões serão executados diretamente pelo Ministério da Saúde; R$ 1,8 bilhão financiará planos municipais de saúde; R$ 300,2 milhões custearão pesquisas e análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e R$ 8,4 bilhões formarão um fundo patrimonial destinado a ações de longo prazo para fortalecer a rede pública de saúde na região.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos “contribuem de forma decisiva para a reestruturação da rede pública de saúde”. Já o gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce no Ministério da Saúde, Sergio Rossi, destacou que os investimentos reforçarão a vigilância em saúde e a capacidade de resposta nos municípios atingidos.

O Novo Acordo foi firmado pela União, pelos governos de Minas Gerais e Espírito Santo, pela Samarco, pelas acionistas Vale e BHP Billiton e por instituições de Justiça. O valor global é de R$ 170 bilhões, dos quais R$ 49,1 bilhões destinam-se a ações da União e são aportados no Fundo Rio Doce, administrado pelo BNDES.

Com informações de Agência Brasil

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