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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Diretor jurídico do BRB renuncia em meio à crise envolvendo Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico. A saída será oficializada no próximo sábado, 14 de fevereiro, conforme fato relevante divulgado na noite de segunda-feira (9). No informe, o BRB afirmou que manterá acionistas e o mercado […]

10/02/2026 · 16h23
Diretor jurídico do BRB renuncia em meio à crise envolvendo Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico. A saída será oficializada no próximo sábado, 14 de fevereiro, conforme fato relevante divulgado na noite de segunda-feira (9).

No informe, o BRB afirmou que manterá acionistas e o mercado a par de novos desdobramentos e reiterou “compromisso com ética, responsabilidade e transparência”. A instituição não detalhou as razões da renúncia nem indicou quem assumirá interinamente a Diretoria Jurídica.

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Crise Banco Master

A decisão ocorre em meio às investigações sobre operações consideradas irregulares entre o BRB e o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Entre 2023 e 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master avaliadas em R$ 12,2 bilhões, compostas, segundo apurações, por ativos superfaturados ou inexistentes.

Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de comprar o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho, mas vetada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master entrou em liquidação.

Depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, à Polícia Federal no fim de 2025, aponta que as transações teriam provocado um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

Parecer e vídeo interno

Reportagem do portal Metrópoles revelou que Veloso assinou parecer alertando para riscos de liquidez e de Basileia nas operações com o Banco Master. Apesar disso, o então diretor gravou vídeo interno defendendo a tentativa de compra, afirmando que todos os cuidados jurídicos estavam sendo observados.

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Trajetória no BRB

Indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, Veloso ingressou na Diretoria Jurídica em agosto de 2024 para completar o mandato iniciado em 2022, assumindo o posto de forma efetiva em dezembro daquele ano. Ele também integrava o Comitê de Auditoria da instituição.

Reforço na governança

Na mesma segunda-feira, o banco anunciou a nomeação de Ana Paula Teixeira para a Diretoria Executiva de Controles e Riscos. Com passagem pelo Banco do Brasil, onde foi vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança, a executiva chega para “fortalecer a governança corporativa e a gestão de riscos”, informou o BRB.

Plano de capital

Para conter a crise e recompor o patrimônio, o BRB entregou ao Banco Central, na última sexta-feira (6), um plano de capital com prazo de até 180 dias. Estimativas do BC indicam a necessidade de aporte mínimo de R$ 5 bilhões. O documento foi apresentado pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em Brasília. O Governo do Distrito Federal, controlador de aproximadamente 72% do capital do BRB, acompanha o processo.

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Com a renúncia de Veloso, o banco deve anunciar nas próximas semanas os ajustes na diretoria em meio ao esforço de recuperação financeira.

 

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O Banco de Brasília (BRB) comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico. A saída será oficializada no próximo sábado, 14 de fevereiro, conforme fato relevante divulgado na noite de segunda-feira (9).

No informe, o BRB afirmou que manterá acionistas e o mercado a par de novos desdobramentos e reiterou “compromisso com ética, responsabilidade e transparência”. A instituição não detalhou as razões da renúncia nem indicou quem assumirá interinamente a Diretoria Jurídica.

Crise Banco Master

A decisão ocorre em meio às investigações sobre operações consideradas irregulares entre o BRB e o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Entre 2023 e 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master avaliadas em R$ 12,2 bilhões, compostas, segundo apurações, por ativos superfaturados ou inexistentes.

Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de comprar o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho, mas vetada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master entrou em liquidação.

Depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, à Polícia Federal no fim de 2025, aponta que as transações teriam provocado um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

Parecer e vídeo interno

Reportagem do portal Metrópoles revelou que Veloso assinou parecer alertando para riscos de liquidez e de Basileia nas operações com o Banco Master. Apesar disso, o então diretor gravou vídeo interno defendendo a tentativa de compra, afirmando que todos os cuidados jurídicos estavam sendo observados.

Trajetória no BRB

Indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, Veloso ingressou na Diretoria Jurídica em agosto de 2024 para completar o mandato iniciado em 2022, assumindo o posto de forma efetiva em dezembro daquele ano. Ele também integrava o Comitê de Auditoria da instituição.

Reforço na governança

Na mesma segunda-feira, o banco anunciou a nomeação de Ana Paula Teixeira para a Diretoria Executiva de Controles e Riscos. Com passagem pelo Banco do Brasil, onde foi vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança, a executiva chega para “fortalecer a governança corporativa e a gestão de riscos”, informou o BRB.

Plano de capital

Para conter a crise e recompor o patrimônio, o BRB entregou ao Banco Central, na última sexta-feira (6), um plano de capital com prazo de até 180 dias. Estimativas do BC indicam a necessidade de aporte mínimo de R$ 5 bilhões. O documento foi apresentado pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em Brasília. O Governo do Distrito Federal, controlador de aproximadamente 72% do capital do BRB, acompanha o processo.

Com a renúncia de Veloso, o banco deve anunciar nas próximas semanas os ajustes na diretoria em meio ao esforço de recuperação financeira.

 

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