Dados compilados pelo Observatório do Trabalho, ligado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), mostram que os sergipanos reduziram o nível de endividamento ao mesmo tempo em que viram a renda média aumentar. As informações analisadas provêm da Serasa e do Novo Caged e referem-se a indicadores de dezembro de 2025 e ao terceiro trimestre de 2025.
Em dezembro de 2025, Sergipe apresentou 44,04% de adultos em situação de inadimplência, taxa inferior à média nacional, que foi de 49,65%. No ranking do país, o estado ficou com a quarta menor porcentagem de inadimplentes e teve a segunda menor taxa entre os estados do Nordeste, atrás apenas do Piauí.
Além da proporção mais baixa de inadimplentes, o estado também registrou menor intensidade de endividamento. A média em Sergipe em dezembro de 2025 foi de 2,96 dívidas por CPF, com dívida média de R$ 4.806,29. No conjunto do Brasil, a média registrada foi de 4,01 dívidas por CPF e dívida média de R$ 6.382,37.
Mercado de trabalho e renda
Os dados do Novo Caged indicam que o salário médio de admissão em Sergipe atingiu R$ 2.157,62 em dezembro de 2025. Esse valor representou o maior aumento do país tanto na comparação mensal, com alta de 13,03% em relação a novembro de 2025, quanto na comparação anual, com crescimento de 22,43% ante dezembro de 2024.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, o rendimento médio real habitual em todos os trabalhos foi de R$ 2.905 no terceiro trimestre de 2025, avanço de 19,6% em relação ao mesmo período de 2024. Esse foi o maior rendimento habitual registrado no Nordeste no trimestre, e o indicador considera a soma dos rendimentos de todas as ocupações do trabalhador, não apenas a principal.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, afirmou que o crescimento da renda de ingresso e do rendimento habitual amplia a capacidade de pagamento das famílias, reduzindo atrasos em contas e a necessidade de “rolar” dívidas, o que se reflete nas estatísticas de inadimplência e no número menor de dívidas por CPF.

O avanço nos indicadores, segundo o governo estadual, decorre de um conjunto de políticas públicas direcionadas à geração de empregos e renda, à melhoria do ambiente de negócios, à atração de investimentos e à interiorização do desenvolvimento. Programas como Qualifica Sergipe e Primeiro Emprego foram citados como estratégicos para capacitar trabalhadores conforme as demandas do mercado, facilitar a inserção profissional e sustentar a expansão do emprego formal e da renda.
Esses fatores, de acordo com a avaliação oficial, contribuíram para que mais famílias conseguissem manter suas contas em dia e para o desempenho positivo observado nos números de dezembro de 2025.
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