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Economia

Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

TRANSMISSÃO: Record O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) estimou que a economia do Brasil cresceu 2,2% em 2025 na...

22/02/2026 · 12h28
Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

 

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) estimou que a economia do Brasil cresceu 2,2% em 2025 na comparação com 2024, segundo a pesquisa Monitor do PIB divulgada nesta sexta-feira (20). O levantamento reúne informações da indústria, comércio, serviços e agropecuária e funciona como uma prévia do produto interno bruto (PIB).

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O resultado marca o quinto ano consecutivo de alta, apesar de perda de ritmo nos meses finais de 2025. Em 2024, a economia havia avançado 3,4%. Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) frente a novembro, e o quarto trimestre ficou estável em relação ao terceiro.

Setores

O Monitor do PIB aponta que o consumo das famílias subiu 1,5% em 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede investimento em bens como máquinas e equipamentos, cresceu 3,6% ao longo do ano.

No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações cresceram 5,1%. A pesquisa estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes

Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. O PIB per capita alcançou R$ 59.182, também um recorde.

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Análise e impactos

A coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, assinalou que os juros elevados foram um dos fatores que contribuíram para a perda de fôlego do crescimento em 2025. Ela afirmou que houve “evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025”, com a série ajustada sazonalmente começando o ano em forte crescimento e terminando estável no quarto trimestre.

agenciabrasil260712 abr9917

Segundo a FGV, 2025 foi um ano de aperto monetário. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou em setembro de 2024 a elevação da taxa Selic, então em 10,5% ao ano, levando-a a 15% em junho de 2025, patamar no qual permaneceu.

A meta de inflação do governo é de 3% em 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA ficou por 13 meses fora do intervalo de tolerância, incluindo grande parte de 2025. A alta da Selic encarece crédito e tende a frear investimentos e consumo, com impacto potencial na geração de empregos; ainda assim, o ano fechou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, segundo o IBGE.

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Tarifas externas

Além do aperto monetário, a FGV destacou o impacto de sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto de 2025, o chamado “tarifaço”, que reduziu vendas brasileiras ao mercado americano. Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estimou que 22% das exportações ao país estavam sujeitas às sobretaxas. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária.

Próximos dados

O Monitor do PIB é uma das medições preliminares do desempenho econômico. Outro indicador, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostrou expansão de 2,5% em 2025. O resultado oficial do PIB será aferido e divulgado pelo IBGE, com a divulgação do comportamento de 2025 prevista para o próximo dia 3 de março.

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O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) estimou que a economia do Brasil cresceu 2,2% em 2025 na comparação com 2024, segundo a pesquisa Monitor do PIB divulgada nesta sexta-feira (20). O levantamento reúne informações da indústria, comércio, serviços e agropecuária e funciona como uma prévia do produto interno bruto (PIB).

O resultado marca o quinto ano consecutivo de alta, apesar de perda de ritmo nos meses finais de 2025. Em 2024, a economia havia avançado 3,4%. Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) frente a novembro, e o quarto trimestre ficou estável em relação ao terceiro.

Setores

O Monitor do PIB aponta que o consumo das famílias subiu 1,5% em 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede investimento em bens como máquinas e equipamentos, cresceu 3,6% ao longo do ano.

No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações cresceram 5,1%. A pesquisa estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes

Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. O PIB per capita alcançou R$ 59.182, também um recorde.

Análise e impactos

A coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, assinalou que os juros elevados foram um dos fatores que contribuíram para a perda de fôlego do crescimento em 2025. Ela afirmou que houve “evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025”, com a série ajustada sazonalmente começando o ano em forte crescimento e terminando estável no quarto trimestre.

agenciabrasil260712 abr9917

Segundo a FGV, 2025 foi um ano de aperto monetário. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou em setembro de 2024 a elevação da taxa Selic, então em 10,5% ao ano, levando-a a 15% em junho de 2025, patamar no qual permaneceu.

A meta de inflação do governo é de 3% em 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA ficou por 13 meses fora do intervalo de tolerância, incluindo grande parte de 2025. A alta da Selic encarece crédito e tende a frear investimentos e consumo, com impacto potencial na geração de empregos; ainda assim, o ano fechou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, segundo o IBGE.

Tarifas externas

Além do aperto monetário, a FGV destacou o impacto de sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto de 2025, o chamado “tarifaço”, que reduziu vendas brasileiras ao mercado americano. Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estimou que 22% das exportações ao país estavam sujeitas às sobretaxas. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária.

Próximos dados

O Monitor do PIB é uma das medições preliminares do desempenho econômico. Outro indicador, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostrou expansão de 2,5% em 2025. O resultado oficial do PIB será aferido e divulgado pelo IBGE, com a divulgação do comportamento de 2025 prevista para o próximo dia 3 de março.

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