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Saúde

Estudo do Instituto Esfera recomenda políticas públicas para reduzir impactos da menopausa

Um estudo do Instituto Esfera, divulgado em Brasília na terça-feira, 3 de março de 2026, aponta a necessidade de políticas públicas específicas para...

04/03/2026 · 15h15 · Atualizado às 18h58
Estudo do Instituto Esfera recomenda políticas públicas para reduzir impactos da menopausa

Um estudo do Instituto Esfera, divulgado em Brasília na terça-feira, 3 de março de 2026, aponta a necessidade de políticas públicas específicas para atenuar os efeitos da menopausa sobre a saúde e a vida produtiva das mulheres. A pesquisa chama atenção para as condições mais adversas enfrentadas por mulheres negras e por aquelas que vivem em situações de vulnerabilidade social.

Quem: O levantamento foi apresentado por pesquisadoras do Instituto Esfera, entre elas Clarita Costa Maia, que atuou em parceria com a médica Fabiane Berta de Sousa.

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O que e onde: O estudo, lançado em evento em Brasília que também premiou “mulheres exponenciais”, recomenda que o poder público desenvolva ações voltadas ao período da menopausa, considerando suas implicações clínicas, sociais e econômicas.

Ameaça ao vínculo profissional e ao núcleo familiar

Como e por quê: Segundo Clarita Costa Maia, sintomas físicos e psicológicos não tratados podem comprometer a permanência das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo daquelas que exercem papel de provedoras ou chefe de família. Essa fragilidade laboral, diz a pesquisadora, repercute diretamente em todo o núcleo familiar e aumenta a pressão sobre a Previdência Social.

Impactos sobre a saúde mental

A pesquisa indica que a falta de tratamento dos sintomas da menopausa está associada a maior risco de problemas de saúde mental e neurodegenerativos. As autoras relatam elevação das chances de desenvolver depressão e doença de Alzheimer quando não há acompanhamento adequado.

O estudo também observa um fenômeno de menopausa precoce, ligado a mudanças no estilo de vida, e defende mais atenção das redes públicas diante do envelhecimento populacional.

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Necessidade de mapeamento e custos econômicos

O documento recomenda a realização de um mapeamento nacional sobre a menopausa para compreender a dimensão do problema no Brasil. As autoras ressaltam que a ausência de uma política pública estruturada traz impactos concretos sobre a saúde, a economia e a cidadania de milhões de mulheres.

fogachos sao um dos sintomas mais conhecidos da menopausa 1

Dados citados pelo estudo apontam custos internacionais mensuráveis: US$ 26,6 bilhões anuais nos Estados Unidos e US$ 150 bilhões globalmente. No Brasil, estima-se que 29 milhões de mulheres estejam na fase da menopausa; 87,9% apresentariam sintomas e apenas 22,4% procuram tratamento.

Reações do governo

No evento de lançamento, Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, afirmou haver maior atenção às ações de prevenção da saúde da mulher com o envelhecimento populacional e destacou a atividade do grupo que representa mulheres na menopausa em fórum recém-criado pelo ministério.

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O estudo conclui que enfrentar a menopausa por meio de políticas públicas é reconhecer a etapa como parte legítima do ciclo de vida que exige cuidado, informação e proteção institucional.

 

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Um estudo do Instituto Esfera, divulgado em Brasília na terça-feira, 3 de março de 2026, aponta a necessidade de políticas públicas específicas para atenuar os efeitos da menopausa sobre a saúde e a vida produtiva das mulheres. A pesquisa chama atenção para as condições mais adversas enfrentadas por mulheres negras e por aquelas que vivem em situações de vulnerabilidade social.

Quem: O levantamento foi apresentado por pesquisadoras do Instituto Esfera, entre elas Clarita Costa Maia, que atuou em parceria com a médica Fabiane Berta de Sousa.

O que e onde: O estudo, lançado em evento em Brasília que também premiou “mulheres exponenciais”, recomenda que o poder público desenvolva ações voltadas ao período da menopausa, considerando suas implicações clínicas, sociais e econômicas.

Ameaça ao vínculo profissional e ao núcleo familiar

Como e por quê: Segundo Clarita Costa Maia, sintomas físicos e psicológicos não tratados podem comprometer a permanência das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo daquelas que exercem papel de provedoras ou chefe de família. Essa fragilidade laboral, diz a pesquisadora, repercute diretamente em todo o núcleo familiar e aumenta a pressão sobre a Previdência Social.

Impactos sobre a saúde mental

A pesquisa indica que a falta de tratamento dos sintomas da menopausa está associada a maior risco de problemas de saúde mental e neurodegenerativos. As autoras relatam elevação das chances de desenvolver depressão e doença de Alzheimer quando não há acompanhamento adequado.

O estudo também observa um fenômeno de menopausa precoce, ligado a mudanças no estilo de vida, e defende mais atenção das redes públicas diante do envelhecimento populacional.

Necessidade de mapeamento e custos econômicos

O documento recomenda a realização de um mapeamento nacional sobre a menopausa para compreender a dimensão do problema no Brasil. As autoras ressaltam que a ausência de uma política pública estruturada traz impactos concretos sobre a saúde, a economia e a cidadania de milhões de mulheres.

fogachos sao um dos sintomas mais conhecidos da menopausa 1

Dados citados pelo estudo apontam custos internacionais mensuráveis: US$ 26,6 bilhões anuais nos Estados Unidos e US$ 150 bilhões globalmente. No Brasil, estima-se que 29 milhões de mulheres estejam na fase da menopausa; 87,9% apresentariam sintomas e apenas 22,4% procuram tratamento.

Reações do governo

No evento de lançamento, Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, afirmou haver maior atenção às ações de prevenção da saúde da mulher com o envelhecimento populacional e destacou a atividade do grupo que representa mulheres na menopausa em fórum recém-criado pelo ministério.

O estudo conclui que enfrentar a menopausa por meio de políticas públicas é reconhecer a etapa como parte legítima do ciclo de vida que exige cuidado, informação e proteção institucional.

 

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